PR moçambicano diz que acordo encerra definitivamente confrontação armada

O presidente Filipe Nyusi

O presidente Filipe Nyusi

  |  Reuters

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse nesta quinta-feira que o acordo que assinou com o líder da Renamo, Ossufo Momade, enterrou definitivamente a confrontação armada, assinalando que a incerteza deu lugar à esperança.

"Somos nós, moçambicanos, que escolhemos enterrar definitivamente a confrontação armada", declarou Filipe Nyusi, discursando após assinar com Ossufo Momade o acordo de cessação das hostilidades militares na serra da Gorongosa, província de Sofala, centro do país.

Com o ato de hoje, "a incerteza quanto ao futuro de Moçambique deu lugar à esperança de paz, reconciliação nacional e desenvolvimento social e económico", acrescentou o chefe de Estado moçambicano.

"Hoje, dia 01 de agosto, fica indelevelmente marcado na história do povo moçambicano como o dia em que irmãos se encontram em atos e sentimentos e dizem basta à guerra", frisou.

Filipe Nyusi assinalou que o acordo é prova de que o processo de paz é irreversível e que a violência armada não será mais um meio para a resolução de diferenças políticas ou de opinião.

"Uma nova era"

"A partir de hoje, abre-se uma nova era na história do nosso país, onde nenhum moçambicano ou grupo de moçambicanos deve usar a violência armada como meio de solucionar diferenças políticas ou de opinião", salientou.

O país, continuou, "entrou hoje numa nova era, para um verdadeiro processo de reconciliação nacional, condição necessária para o desenvolvimento económico e social".

"Com este acordo queremos que Moçambique se junte a outras nações da região e do mundo onde o primado da lei é prática instituída na resolução de conflitos", frisou Filipe Nyusi.

O Governo moçambicano e a Renamo já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs termo a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes, devido a diferendos relacionados com as eleições gerais.

Em 2014, as duas partes assinaram um outro acordo de cessação das hostilidades militares, que também voltou a ser violado até à declaração de tréguas por tempo indeterminado em 2016, mas sem um acordo formal.

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