O vencedor das eleições surpreendeu. Já há polícias e civis mortos

Dois polícias e dois civis foram mortos na contestação que se seguiu ao anúncio dos resultados das presidenciais. A vitória de Felix Tshisekedi foi "surpreendente"

A seguir ao anúncio dos resultados das eleições presidenciais na RDCongo (de 30 de dezembro) a violência soltou-se nas ruas esta quinta-feira. Os incidentes aconteceram numa zona bastião do candidato Martin Fayulu, rival do anunciado vencedor Felix Tshisekedi das eleições de 30 de dezembro.

Martin era o favorito nas sondagens mas perdeu para Felix. Segundo a consultora EXX Africa, a vitória do líder histórico da oposição "é muito surpreeendente" e a sua ascensão ao poder dever-se-à "ao controlo de Kabila ( o Presidente cessante) sobre a comissão eleitoral".

"Ao restaurar a ordem pública esta quinta-feira, em Kikwit, morreram dois polícias e dois civis. Registamos ainda dez feridos", relatou o general Dieudonné Mutepeke, chefe de polícia desta cidade no oeste da RDCongo

Segundo os media locais, citados pela agência Efe, três jovens foram abatidos quando tentavam atacar uma esquadra. Vários grupos de jovens levantaram barricadas para protestar contra a proclamação de Tshisekedi e pelo menos dois autocarros foram incendiados.

O presidente da CENI (Comissão Eleitoral Nacional Independente), Corneille Nangaa, proclamou Felix Tshisekedi como vencedor das eleições presidenciais na RDCongo por volta das 3:00 de hoje (menos uma hora em Lisboa).

Tshisekedi ganhou com 38,57% dos votos, seguido por Fayulu, com 34,83%, ficando em terceiro lugar o candidato do poder, Emmanuel Ramazani Shadary, apoiado por Joseph Kabila, Presidente cessante, com 23,84% dos votos.

A Igreja Católica da RDCongo constatou que os resultados "não correspondem aos dados recolhidos pela nossa missão de observação nos locais de voto e de contagem dos boletins", disse Donatien Nshole, porta-voz da Conferência Episcopal.

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