Novo líder do Governo de Macau exige maior controlo das despesas públicas

Chefe do Executivo do V Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Ho Iat Seng, no primeiro

Chefe do Executivo do V Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Ho Iat Seng, no primeiro dia de trabalho, na Sede do Governo

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O novo líder do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, que tomou posse na semana passada, assegurou hoje que exigiu um maior controlo das despesas públicas.

Ho Iat Seng falava aos jornalistas no primeiro dia de trabalho como chefe do Executivo da região administrativa especial chinesa, após ter sido empossado, a 20 de dezembro, pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

De acordo com um comunicado oficial, o ex-presidente da Assembleia Legislativa e atual líder do Governo assegurou que ouviu "sempre os deputados defenderem a necessidade de supervisão do investimento de capital público" e que já exigiu "a todos os serviços públicos uma maior atenção quanto às despesas públicas".

As declarações de Ho Iat Seng surgem após uma entrevista ao canal Ou Mun da TDM (em língua chinesa) na qual o novo chefe do Executivo acusou a tutela do ex-secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, de despesismo e esbanjamento.

Segundo a TDM - Rádio Macau, que cita o canal chinês, o líder do Governo falou em gastos desnecessários e numa gestão de desperdício, que, segundo Ho Iat Seng, podem ser equiparados ao crime de corrupção.

"Ser esbanjador é o maior crime, é o que posso dizer. A corrupção não é o único crime. Apenas um dos elementos. Mas ser esbanjador está também entre os maiores crimes", disse, citado pela TDM.

Alexis Tam, que liderou cinco anos a pasta dos Assuntos Sociais e Cultura, é desde a semana passada o representante da delegação económica e comercial do território em Lisboa e junto da União Europeia, em Bruxelas. Foi nomeado por Ho Iat Seng.

Ainda de acordo com o mesmo comunicado, o novo líder do Governo salientou que "o investimento de capital público envolve muito erário público quer em entidades e empresas em Macau e na China interior, havendo a necessidade de se criar um organismo responsável pela supervisão e planeamento, no sentido de uniformizar o funcionamento deste tipo de entidades e empresas e criar requisitos e critérios iguais para os fundos que possuem autonomia administrativa e financeira".

Em causa está a criação do Gabinete para o Planeamento da Supervisão dos Ativos Públicos Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).

Antes de assumir o cargo, na passada sexta-feira, a tónica do discurso de Ho Iat Seng centrou-se no combate à corrupção, na edificação de um Governo transparente e ainda na reforma da Administração Pública através da racionalização de quadros e da simplificação administrativa, reformas essas que deverão ser iniciadas a partir de abril de 2020.

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