Cooperação entre China e PALOP terá novo impulso até 2023

Xu Yingzhen, secretária-geral do Fórum de Macau

Xu Yingzhen, secretária-geral do Fórum de Macau

  |  Lu Yang / Diário do Povo Online

O Fórum Macau discutiu numa reunião em Pequim o novo impulso que vai ser dado à cooperação sino-lusófona até 2023, após a Conferência Ministerial agendada para o próximo ano. A informação foi avançada pela instituição.

A secretária-geral do Fórum sublinhou no final de uma reunião na capital chinesa que foram "dadas orientações claras relativamente aos trabalhos futuros, particularmente no contexto da 6ª. Conferência Ministerial e à forma como deverá ser impulsionada a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa nos três anos seguintes" ao encontro.

Xu Yingzhen lembrou ainda que, "nos últimos três anos, o Secretariado Permanente tem elaborado o trabalho com enfoque na promoção da cooperação da capacidade produtiva" entre a China e os países lusófonos.

A reunião teve lugar na capital chinesa no início da semana e juntou, entre outros, representantes do Ministério do Comércio da China e embaixadores de países de língua portuguesa acreditados em Pequim.

Na mesma nota, refere-se "que os representantes dos países participantes do Fórum de Macau fizeram, por sua vez, um ponto da situação dos trabalhos desenvolvidos por cada país, apresentando ainda sugestões e propostas para ações futuras no âmbito da cooperação da capacidade produtiva".

Entre as propostas, destaque para "o financiamento para as empresas e a consolidação e reforço da troca de informações, a intensificação na divulgação, o aproveitamento do Fundo de Cooperação e Investimento entre a China e os países de língua portuguesa para a implementação de mais projetos e a promoção da cooperação da capacidade produtiva, através do aperfeiçoamento dos mecanismos bilaterais e multilaterais".

A 6.ª Conferência Ministerial do Fórum Macau, que devia realizar-se em 2019, foi adiada para 2020, devido às comemorações do 20.º aniversário da Região Administrativa Especial de Macau. O último encontro realizou-se em outubro de 2016.

Criado em 2003 por Pequim, o Fórum Macau tem um secretariado permanente, reúne-se a nível ministerial a cada três anos e integra, além da secretária-geral, Xu Yingzhen, e de três secretários-gerais adjuntos, oito delegados dos países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).

De acordo com as estatísticas dos serviços da alfândega chineses, em 2018 as trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa foram de 147.354 milhões de dólares (130 mil milhões de euros), um aumento de 25,31% em relação ao ano anterior.

Relacionadas

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG