Nova metrópole mundial chinesa vai reforçar cooperação sino-lusófona

A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau

A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau

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O chefe do Governo de Macau defendeu em entrevista à Lusa que a criação de uma nova metrópole mundial chinesa, que inclui Macau, vai reforçar a cooperação sino-lusófona e a formação de quadros bilingues chinês-português.

O projeto da Grande Baía prevê construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong, Macau e nove cidades da província chinesa de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos - maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

"A participação dos países de língua portuguesa na construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e na iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota" pode servir [para] elevar (...) e alargar o espaço de cooperação, de modo a que os frutos da abertura da China possam ser partilhados por todos, enquanto se avança com um desenvolvimento que proporciona benefícios mútuos", salientou Fernando Chui Sai On, em entrevista exclusiva por escrito.

O chefe do Governo, que inicia no sábado uma visita oficial a Portugal, frisou que "Macau surge como uma das quatro cidades principais no plano de construção da Grande Baía e antevê-se o reforço das suas funções de plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa".

Por um lado, frisou, a China "apoia o ensino da língua portuguesa e a formação de quadros bilingues qualificados, sendo que, nas linhas gerais da Grande Baía, está definido, como um dos principais projetos, a construção de uma base que garanta a formação de quadros bilingues em chinês e português".

Razão pela qual, concluiu, "o Governo da RAEM irá ainda beneficiar das vantagens no ensino do português, e da plataforma entre a China e os países da língua portuguesa, para construir, de forma mais segura e profunda, uma base que garanta a formação de quadros bilingues em chinês e português".

A visita a Portugal do chefe do Governo de Macau prolonga-se até 19 de maio, estando agendadas reuniões com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o primeiro-ministro, António Costa.

Chui Sai On lidera uma delegação do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) durante uma visita que vai passar por Lisboa e pelo Porto.

O líder de Macau vai ainda presidir à sexta reunião da Comissão Mista Macau-Portugal com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma Região Administrativa Especial da China a 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado durante um período de 50 anos.

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