Mulheres guineenses protestam contra chefe de Estado

Mulheres guineenses protestam contra chefe de Estado

Um grupo de mulheres, apoiantes dos partidos com maioria no parlamento guineense, realizaram hoje um protesto espontâneo junto à presidência, em Bissau, contra a decisão do Presidente de recusar o nome do líder do PAIGC para primeiro-ministro.

"Até nos derradeiros minutos do mandato continua a violar a Constituição. Em momento algum, a Constituição lhe dá poder para escolher a figura que o partido vencedor deve indicar", afirmou à Lusa uma das mulheres que participou no protesto.

Momentos antes, as mulheres já tinham interpelado a comitiva da missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que se encontra no país para acompanhar a evolução da crise política, que será analisada na cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização regional em 29 de junho.

Depois do protesto junto da comitiva, as mulheres entraram na Praça dos Heróis Nacionais, local para onde a Presidência guineense está virada e onde os protestos são proibidos por razões de segurança, e apuparam o Presidente guineense, José Mário Vaz.

"Queremos o Simões Pereira, foi o que escolhemos nas urnas", gritava uma mulher, enquanto empunhava um cartaz.

"Estamos cansadas Jomav [nome pelo qual é tratado o Presidente guineense]. Jomav rua", gritaram as mulheres, vigiadas de perto por poucos polícias que as tentavam demover.

Com a chegada de um reforço policial, as mulheres acabaram por se dirigir para a sede do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), situada ao lado do edifício da Presidência, para pedir ao partido que continue a indicar o nome de Domingos Simões Pereira.

"Fizemos uma espécie de corrente através das redes sociais e juntou-se uma multidão", explicou uma mulher.

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