Moçambique reforça vigilância nas fronteiras

Moçambique reforça vigilância nas fronteiras

O Ministério da Saúde de Moçambique reforçou a vigilância contra o Ébola nas fronteiras do país para detetar e tratar preventivamente casos suspeitos, anunciou a instituição em comunicado.

Apesar de Moçambique não constar da lista dos países de alto risco, o Misau está a monitorar a evolução da epidemia nos países vizinhos, lê-se na nota de imprensa.

"O Misau alerta a todos os passageiros que viajem de ou para áreas afetadas para o cumprimento rigoroso de medidas básicas de higiene, evitar o contacto direto com sangue, fezes, vómitos ou outros fluidos de um paciente ou suspeito de infeção de Ébola", refere.

O Misau adianta que o consumo de antílopes e macacos não é recomendável.

O reforço das medidas surge devido à situação na República Democrática do Congo (RDCongo), onde o Ébola já está a afetar as províncias do Kivu Norte e Ituri.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas voltou a manifestar na sexta-feira "profunda preocupação" com o surto de Ébola na RDCongo e sublinhou "a necessidade de uma resposta urgente" de combate à doença.

O surto da doença no nordeste da RDCongo foi declarado há um ano e já causou 1.813 mortos entre 2.701 casos registados.

Em 17 de julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o surto epidémico de Ébola na RDCongo tinha-se tornado uma emergência de saúde internacional.

O vírus do Ébola transmite-se através do contato direto com o sangue e fluídos corporais de uma pessoa já infetada, provoca febre hemorrágica e pode chegar a alcançar uma taxa de mortalidade de 90% se não for tratado a tempo.

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