Moçambique eleito membro do Conselho de Paz e Segurança da União Africana

Carlos Agostinho do Rosário, primeiro-ministro de Moçambique

Carlos Agostinho do Rosário, primeiro-ministro de Moçambique

Moçambique vai integrar a partir de 1 de abril o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), órgão em que têm assento rotativo 15 dos 55 países membros da UA, anunciou a organização.

Moçambique, juntamente com o Malaui, foram eleitos para mandatos de dois anos e juntam-se ao Lesoto em representação da África Austral no Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), sendo que o país lusófono já tinha sido eleito para o órgão por duas vezes: em 2004 para um mandato de dois anos e em 2013 para um mandato de três anos.

O Conselho de Paz e Segurança funciona na sede da UA, em Addis Abeba, e é coadjuvado nas suas deliberações por um comité militar e outro de peritos diplomatas.

A posição de Moçambique foi apresentada pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na 33.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização continental que decorreu nos passados dias 9 e 10, na capital da Etiópia.

"Os chefes de Estado e de Governo devem ter capacidade de gerir e combater focos de tensão como medida para garantir que o continente viva em paz", indicou o governante que esteve na cimeira em representação do Presidente Filipe Nyusi.

"Só assim é que podemos asseguar a manutenção da paz e segurança em África. É assim que Moçambique apoia a proposta de Angola de se convocar uma conferência extraordinária na qual serão discutidas medidas concretas de combate ao terrorismo em Sahel, Corno de África e regiões de África. Em face dessa abordagem, manifestamos a nossa abertura para qualquer tipo de assistência, troca de informações e outras experiências nesta matéria", sustentou.

A União Africana integra 55 países, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe, é dirigida por uma comissão e a sua presidência ocupada rotativamente pelos países pelo período de um ano.

Este cimeira marcou a passagem da atual presidência do Egito para a África do Sul.

Relacionadas

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG