May mandatada para renegociar. UE diz que não há nada para renegociar

Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, durante o debate desta terça-feira na câmara dos Comuns

Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, durante o debate desta terça-feira na câmara dos Comuns

Câmara dos Comuns aprovou duas das sete emendas a votação esta terça-feira: uma mandata Theresa May para renegociar acordo do Brexit com a UE27, sem backstop incluído, outra rejeita - embora sem força jurídica - um cenário de No Deal Brexit a 29 de março. Primeira-ministra renova convite ao diálogo e líder do Labour, Jeremy Corbyn, diz que agora já aceita conversar com o governo

A câmara dos Comuns aprovou esta noite a emenda apresentada pelo deputado conservador Graham Brady, no sentido de mandatar a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, para voltar a Bruxelas e renegociar o acordo do Brexit com a UE, procurando "soluções alternativas". Sem backstop incluído. Das sete emendas submetidas e aceites a votação pelo speaker do Parlamento britânico, John Bercow, a de Brady e outra foram as únicas aprovadas. 317 deputados votaram a favor. E 301 votaram contra. A diferença foi de 16 votos, numa sessão que, mais uma vez, ficou marcada pelos gritos de Bercow: "Order", "Lock the Doors", "Division", "Clear the Lobby", "The Noes Have it, the noes have it", "Unlock" etc...

A outra emenda aprovada foi a apresentada pela conservadora Carolina Spelman, com o apoio do trabalhista Jack Dromey, no sentido de se impedir, pura e simplesmente, um No Deal Brexit. 318 deputados votaram a favor. 310 contra. A diferença é de oito votos. O resultado foi lido, no imediato, como uma derrotada para a primeira-ministra Theresa May, que sempre disse não poder retirar de cima da mesa um cenário de saída sem acordo. Apesar da mensagem política, esta emenda carece de força jurídica.

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