Marcelo vai manter pressão sobre investigação

António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa saíram satisfeitos da cimeira da CPLP, em Brasília

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O Presidente da República vai manter a pressão para que a investigação ao caso de Tancos seja rápida e profunda. Costa, que falou em "ansiedade" de Marcelo, diz agora que há "convergência" entre governo e Belém. Entretanto, a comissão de inquérito toma posse dia 14 de novembro.

A comissão de inquérito ao roubo de armas em Tancos tomará posse no próximo dia 14. Mas isso não impedirá o Presidente da República de continuar a manter a pressão para que a investigação judicial ao caso seja célere e profunda, apurou o DN. E o primeiro-ministro, depois de ter falado em "ansiedade" de Marcelo Rebelo de Sousa com o assunto, veio na terça-feira garantir que "há total sintonia" entre governo e Belém e afastou qualquer clima de "tensão" entre os dois órgãos de soberania.

Apesar das juras de entendimento, há quem descubra divergências. Marques Mendes, conselheiro de Estado de Marcelo, caracterizou na terça-feira, na TSF, o "pequeno atrito" entre governo e Presidência, feito de duas visões sobre o caso de Tancos. "Eu acho que há um pequeno atrito entre o governo e a Presidência da República. Agora, não acho que exista nenhum conflito e muito menos um conflito aberto. Há uma visão diferente. O Presidente da República, desde o primeiro dia, foi muito insistente nesta ideia: investigar, investigar, investigar. Mesmo quando algumas pessoas até diziam 'já é demais, está sempre a insistir'. Ele manteve uma coerência muito grande. O governo, ao contrário, teve períodos em que desvalorizou", disse o também antigo líder do PSD.

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