Manifestantes dispersam após confrontos com polícia

Manifestantes dispersam após confrontos com polícia

Tyrone Siu/Reuters

Cerca de um milhar de manifestantes que protestou junto à sede do Governo abandonou o local pelas 19:00 (12:00 em Lisboa), após confrontos com a polícia

As cenas de violência demoraram um par de horas, com os manifestantes a arremessarem tijolos e bombas incendiárias sobre as forças de segurança e com a polícia a responder com gás lacrimogéneo e canhões de água.

Para trás, nas ruas, ficou um cenário de destruição, com o jornal South China Morning Post a noticiar que os manifestantes também causaram alguns focos de incêndio junto do quartel-general da polícia em Wan Chai, também no centro da cidade.

Tanto em Kowloon como na ilha de Hong Kong, as pessoas saíram à rua apesar de nenhum protesto ter sido autorizado pela polícia, que alegou razões de segurança para negar a iniciativa que era promovida pela Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH) que pretendia assinalar os cinco anos em que Pequim recusou o sufrágio universal aberto em Hong Kong.

Uma das formas para contornar a proibição policial passou pela realização de uma manifestação 'religiosa', o que segundo os organizadores dispensa uma autorização das autoridades.

A iniciativa decorreu de forma pacífica e foi aquela que mobilizou mais pessoas, que voltaram aos milhares às ruas para exigirem, entre outras reivindicações, o sufrágio universal no território.

A semana foi marcada também pela detenção de ativistas e deputados do parlamento de Hong Kong.

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