"Luto democrático" desafia proibição policial

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epa07884317 An aerial view shows anti-government activists marching through the streets in protest on National Day in Hong Kong, China, 01 October 2019. Hong Kong has witnessed several months of ongoing mass protests, originally triggered by a now withdrawn extradition bill to mainland China that have turned into a wider pro-democracy movement. China commemorates the 70th anniversary of the founding of the People's Republic of China on 01 October 2019. EPA/VIVEK PRAKASH

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Milhares de pessoas, vestidas de preto, em 'sinal de luto' por aquilo que qualificam como a erosão das liberdades em Hong Kong, saíram hoje às ruas da cidade apesar da proibição policial, de estradas bloqueadas e de estações de metropolitano fechadas, dificultando o acesso ao centro da cidade.

O protesto agendado para hoje, no dia nacional da China, 01 de outubro, foi proibido pelas autoridades, mas tal como sucedeu no fim de semana anterior, em que se assinalou o quinto aniversário do movimento de desobediência civil 'Occupy Central', a mobilização foi grande.

Nas ruas, entre bandeiras chinesas, parte da população de Hong Kong fez questão de pisar fotografias do Presidente chinês, Xi Jinping, e da chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, que tinham sido estrategicamente coladas ao longo da estrada.

Ao som do hino 'Glory to Hong Kong', milhares de pessoas que se concentraram em Causeway Bay estáo ao principio da tarde desta terça-feira a deslocar-se em direção a Admiralty, já na zona central da cidade, com algumas paragens para discursos improvisados de quem encabeça o protesto.

A última paragem do multidão, que empunha dezenas de bandeiras, incluindo a de Portugal, foi na estação de metro de Wan Chai, uma das 11 encerradas esta manhã e fortemente guardada pela polícia antimotim.

Apesar da proibição policial de se realizarem manifestações no dia nacional da China, os apelos para que a população de Hong Kong saia de novo à rua para exigir reformas democráticas no território multiplicaram-se.

"Uma situação muito perigosa", avisou a polícia na véspera, afirmando que "os manifestantes radicais estão a aumentar o nível de violência (...) e estão cada vez mais envolvidos em atos de terrorismo".

Uma análise de risco que levou, de resto, a empresa que gere o metro em Hong Kong a anunciar esta manhã o encerramento de 11 estações, que têm sido vandalizadas ao longo destes quase quatro meses de protestos.

O Governo de Hong Kong retirou já formalmente a polémica proposta de emendas à lei da extradição, na base da contestação social desde o início de junho.

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