UE tem que equilibrar relação com "concorrente, parceiro e rival" China

Donald Tusk (E), presidente do Conselho Europeu, e Jean-Claude Juncker (D), presidente da Comissão Europeia

A União Europeia (UE) tem de apostar numa relação equilibrada com a China, país que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considera ser ao mesmo tempo "concorrente, parceiro e rival".

Em vésperas da cimeira UE-China, marcada para 09 de abril, Juncker salientou que aquele país é "simultaneamente concorrente, parceiro e rival da UE", havendo entre ambos os blocos "relações boas, mas não excelentes".

O chefe do executivo europeu referiu também, em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho Europeu, que na terça-feira vai participar, em Paris, numa reunião convocada pelo Presidente Emmanuel Macron e com a presença do seu homólogo chinês, Xi Jinping, e da chanceler alemã, Ângela Merkel, para discutir questões comerciais e climáticas.

Juncker apelou a uma maior reciprocidade entre a UE e a China no acesso aos respetivos mercados públicos.

Por seu lado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, salientou a necessidade da UE reforçar a sua "capacidade de lidar com o roubo de tecnologia e as ameaças de cibersegurança".

Os Estados-membros, acrescentou, aguardam as recomendações da 'Comissão Juncker' sobre a segurança das redes de 5G.

Em relação à cimeira UE-China, Tusk defendeu a necessidade de haver uma "relação equilibrada, que assegure uma concorrência justa e igualdade no acesso aos mercados".

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