São Tomé e Príncipe aderiu ao maior bloco de comércio mundial

epa07156763 Chairman of the African Union Moussa Faki Mahamat arrives at the official dinner on the eve of the international ceremony for the Centenary of the WWI Armistice of 11 November 1918 at the Orsay museum in Paris, France, 10 November 2018. Heads of State and Government commemorate the memory of their fallen soldiers in France. EPA/JULIEN DE ROSA

O Acordo de Livre-Comércio Continental Africano vai eliminar tarifas aduaneiras em 90% dos produtos para os 55 membros da União Africana

"São Tomé e Príncipe entregou hoje sete instrumentos de ratificação, incluindo ao #AfCFTA, tornando-se o 25.º Estado-membro a ratificar, antes do lançamento, a 07 de julho, do maior bloco de comércio a nível mundial, na cimeira extraordinária sobre o #AfCTFA no Níger. #AÁfricaQueQueremos", escreveu o responsável da União Africana, Moussa Faki Mahamat.

"Tive também o prazer de receber os instrumentos de ratificação do Protocolo de Livre Circulação de Mercadorias e Pessoas de São Tomé e Príncipe, tornando-o o 3.º Estado a fazê-lo", disse Faki Mahamat na mesma plataforma.

O acordo de livre-comércio cria um enquadramento para a liberalização de serviços de mercadorias e tem como objetivo eliminar as tarifas aduaneiras em 90% dos produtos.

O AfCFTA permitirá criar o maior mercado do mundo, uma vez que pretende envolver os 55 membros da União Africana, com um Produto Interno Bruto (PIB) acumulado a ascender a 2,5 biliões (milhões de milhões) de dólares (cerca de dois biliões de euros).

Os países podem implementar a redução de tarifas durante um período prolongado no caso das mercadorias sensíveis ou manter as tarifas existentes para os restantes 10% de produtos.

O AfCFTA, que visa criar, em várias fases, um mercado único de produtos e serviços entra em vigor oficialmente a 7 de julho - durante a cimeira da União Africana em Niamey, no Níger - nos 25 países que o ratificaram (incluindo São Tomé e Princípe).

O acordo não foi assinado pela Nigéria (a maior economia do continente), Benim e Eritreia, mas entre os países que o ratificaram contam-se potências comerciais como a África do Sul, Quénia ou Egito.

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