Recenseamento para as eleições gerais moçambicanas arrancou com tranquilidade

O censo vai durar 45 dias e está orçado em quatro mil milhões de meticais (55 milhões de euros)

O recenseamento para as eleições gerais de 15 de outubro em Moçambique arrancou esta segunda-feira, 15 de abril, com "tranquilidade" em 75% dos 7.737 postos de registo eleitoral, refere um levantamento do Centro de Integridade Pública (CIP).

Aquela organização não-governamental (ONG) moçambicana indica que a maioria dos postos de recenseamento abriu às 08:00 (07:00 em Lisboa), um atraso de uma hora em relação à hora oficial e que aquela ONG considera "aceitável".

"Pelo menos 25% dos postos de recenseamento não havia aberto até às 09:00 ou pararam de funcionar neste período", lê-se no texto do CIP, com base em testemunhos de elementos da ONG em todos os distritos.

Na maioria dos casos, o atraso no arranque do recenseamento deve-se à falta de eletricidade, baterias de computador sem carga ou problemas com painéis solares, explica ainda aquela ONG. Mas também relata casos caricatos como desconhecimento da password do computador ou falta de chave para abrir as portas do local onde o recenseamento deve ser efetuado. No entanto, refere o CIP, "as brigadas demosntraram flexibilidade e, em alguns lugares, montaram equipamentos e trabalharam debaixo de árvores.

Em alguns locais, os elementos da ONG reportaram a existência de filas de mais de 200 pessoas, com algumas a desistirem face à demora, apesar de os técnicos do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral de Moçambique (STAE) se terem deslocado à maioria dos locais para resolverem os problemas reportados.

O recenseamento, que vai durar 45 dias e está orçado em quatro mil milhões de meticais (55 milhões de euros), deverá registar sete milhões de novos eleitores, totalizando 14.166.318 votantes para as eleições de 15 de outubro, presidenciais, legislativas e provinciais, que, pela primeira vez, vão eleger governadores das províncias contra o atual modelo de nomeação.

O recenseamento que hoje se iniciou está reservado aos eleitores que não se inscreveram para as eleições autárquicas do ano passado, por viverem fora de zonas municipalizadas, aos cidadãos que completam 18 anos e aos eleitores que tenham perdido o cartão.

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