"Macau está empenhado numa plataforma comercial com os PALOP"

O chefe do Executivo de Macau, de visita a Lisboa, reforçou o objetivo da região administrativa especial chinesa de vir a ser uma plataforma comercial para os países de língua portuguesa

A Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) "está empenhada em ser um Centro Mundial de Turismo e Lazer e em funcionar como plataforma comercial dos países de língua oficial portuguesa com a China", afirmou Chui Sai On, chefe do Executivo de Macau, ao final da tarde de hoje durante a inauguração da exposição de fotografia " Um País, Dois Sistemas em Macau" no hotel Epic Sana, em Lisboa.

Fernando Chui Sai On, que está de visita a Portugal a convite do Governo português para reforçar a cooperação, brindou com o ministro da Administração Interna português, Eduardo Cabrita, ao reforço dos laços entre o território chinês e Portugal nos vários domínios. "Quando vivi em Macau entre 1988 e início de 1996 trabalhámos todos para o futuro da região", lembrou Eduardo Cabrita, que ainda fez uso do cantonês aprendido no território para uns cumprimentos formais. O ministro da Administração Interna português frisou que até na área da Segurança Pública há cooperação entre a PSP portuguesa e a polícia de Macau.

Também presentes na cerimónia estavam o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Alexis Tam - que esteve há quase dois meses na capital portuguesa quando Macau foi o destino internacional convidado da Bolsa de Turismo de Lisboa - e o embaixador da República Popular da China em Portugal, Cai Run.

Chui Sai On lembrou que no ano em que se assinalam os 40 anos do restabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a China e os 20 anos da criação da RAEM na transferência da administração de Portugal para a China, é importante realçar que "a China e Portugal são bons amigos, bons parceiros. A iniciativa 'Uma Faixa, Uma Rota' tem recebido um forte apoio por parte de Portugal".

O chefe do Executivo de Macau destacou o êxito da aplicação pela China do princípio "Um País, Dois Sistemas" nas últimas duas décadas. Depois da reunificação de Hong Kong e Macau com a China, que eram antigas colónias do Reino Unido e de Portugal, respetivamente, Pequim decidiu que apesar do regime ser socialista na China Continental, as duas regiões administrativas especiais podiam continuar a praticar o capitalismo com um alto grau de autonomia. Essa elevada "autonomia" foi sublinhada por Chui Sai Onque garantiu que o território alcançou, sob esse princípio, "um rápido crescimento económico e progresso em todas as atividades e um nível harmonioso e estável na sociedade".

O governo da RAEM dá "grande valor" ao reforço às relações com Portugal e tem investido no reforço dessa cooperação nos últimos anos. Chui Sai On recordou que desde 2011 já houve cinco reuniões da comissão mista Macau-Portugal. Esse "estreito intercâmbio cultural com profundas raízes históricas" é importante para Macau que ainda expõe nas suas ruas "escritos em cantonês e português".

A visita do chefe do Executivo de Macau a Portugal iniciou-se no domingo, com um encontro com o embaixador da China em Portugal, Cai Run. Hoje, Chui Sai On foi recebido no Palácio de Belém pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na terça-feira, o líder do executivo de Macau tem encontro marcado com o primeiro-ministro português António Costa e no dia seguinte terá lugar a sexta reunião da Comissão Mista Macau - Portugal, que contará com a presença do ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva. A reunião será seguida da assinatura de acordos de cooperação e de uma conferência de imprensa conjunta. A visita tem como última paragem a cidade do Porto, onde, na sexta-feira, dia 17, onde Chui Sai On se vai encontrar com o presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, de quem vai receber as Chaves da Cidade.

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