Premium Xi escreve a Marcelo e destaca relação entre iguais ao longo dos últimos 40 anos

O Presidente chinês, Xi Jinping, entende que Portugal e a China "tratam-se com igualdade e beneficiam de uma cooperação assente em benefícios para ambos". Xi considera ainda que os dois países "têm promovido o desenvolvimento saudável dos laços bilaterais, no espírito do respeito mútuo", ao longo dos últimos 40 anos.

A opinião do chefe de Estado chinês está expressa numa carta enviada ao homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, a assinalar os 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Lisboa e Pequim, assinada a 08 de fevereiro de 1979, citada pelo China Daily.

Na mensagem enviada a Marcelo, Xi destaca o processo de transição de Macau para a soberania chinesa.

"Os dois lados estabeleceram um bom exemplo sobre como resolver questões herdadas da História através de consultas amigáveis", realça.

O líder chinês lembra o aumento das visitas de alto nível, desde que, em 2005, Lisboa e Pequim estabeleceram uma Parceria Estratégica Global, visando reforçar a cooperação nos domínios político, economia, língua, cultura e educação, ciência e tecnologia, justiça e saúde.

"A confiança política mútua foi aprofundada e resultados foram alcançados em várias áreas", afirma.

Xi, que realizou, em dezembro passado, uma visita de Estado a Portugal, diz estar pronto para trabalhar com Marcelo Rebelo de Sousa para que o 40.º aniversário sirva como um "novo ponto de partida" para "elevar as relações bilaterais para um novo nível".

Na edição de fim-de-semana, o China Daily destaca igualmente o compromisso entre os dois estadistas em "fazerem esforços concertados para impulsionar as relações bilaterais, visando beneficiar os dois países e os dois povos".

Segundo o China Daily, principal jornal oficial chinês em língua inglesa, também o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, trocou mensagens de congratulação com o homólogo, António Costa.

As relações bilaterais ficaram marcadas nas primeiras duas décadas pelo processo de transferência do exercício da soberania de Macau de Portugal para a República Popular da China e, nos últimos anos, voltaram a intensificar-se, à medida que o país asiático se tornou num dos principais investidores em Portugal.

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