João Lourenço já mudou mais de metade dos governadores provinciais

João Lourenço exonerou hoje seis dos 18 governadores provinciais de Angola

Depois de em setembro de 2017 ter substituído cinco dos 18 governadores provinciais, hoje o presidente angolano, exonerou mais seis.

João Lourenço exonerou hoje, por decreto, seis governadores provinciais. Quase a completar um ano de mandato, o presidente de Angola já mudou 10 dos 18 governadores provinciais. Logo a 28 de setembro de 2017, numa das primeiras medidas do seu mandato, João Lourenço decidira a substituição dos governadores de cinco províncias - Luanda, Cabinda, Uíge, Lunda Sul e Moxico.

As exonerações hoje anunciadas, através de nota da Casa Civil do Presidente da República, ocorrem por "conveniência de serviço", avança a agência Lusa, e acontecem nas províncias de Bié, Cunene, Huambo, Huíla, Zaire e novamente Lunda Sul para a qual, em setembro de 2017 João Lourenço nomeara Ernesto Fernando Kiteculo. Agora substituído por Daniel Félix Neto.

Nas outras províncias, Álvaro Boavida Neto, eleito no sábado como secretário-geral do MPLA, deixa o governo provincial do Bié, sendo substituído por Pereira Alfredo, enquanto o antigo ministro da Defesa Kundi Paihama, um dos históricos generais angolanos, deixa o executivo provincial do Cunene, passando a liderança para as mãos de Virgílio da Ressurreição Adriano Tyova.

João Baptista Kussumua, outro histórico do partido e antigo ministro, sai do Huambo, sendo substituído por Joana Lina Ramos Baptista Cândido.

O governo provincial da Huíla deixa de ser liderado por João Marcelino Tyipinge, no cargo desde 2012, e passa para Luís Manuel da Fonseca Nunes, enquanto no do Zaire é afastado José Joanes André, também no cargo desde 2012 (entre outras funções governamentais), que fica nas mãos de Pedro Makita Armando Júlia.

Recorde-se que as exonerações dos seis governadores sucedem-se à reformulação do Secretariado do Bureau Político do MPLA, com os novos dez elementos da direção a assumirem os cargos na última segunda-feira, após a eleição de João Lourenço como líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) no VI Congresso Extraordinário do partido, realizado no sábado.

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