Duterte: Os bispos católicos estão melhor mortos

Rodrigo Duterte voltou a criticar os bispos e os padres católicos

O presidente Rodrigo Duterte, na quarta-feira, mais uma vez atacou os bispos católicos, dizendo que eles estão melhor mortos.

"Bispos que não fazem nada e só criticam estão melhor mortos ", disse Duterte num discurso em Malacañang, a residência oficial do chefe de Estado filipino, esta quarta-feira, 5 de dezembro, durante a cerimónia de entrega do prémio presidencial de 2017 para municípios e cidades amigas da Criança.

O presidente defendeu que a Igreja Católica é "a instituição mais hipócrita", citando alegações persistentes de corrupção e abuso envolvendo alguns bispos e padres católicos. "Se não conseguem seguir o celibato, saiam", afirmou.

Além do suposto envolvimento em abusos, Duterte acusou a Igreja Católica de ser uma "força de bloqueio" na implementação do planeamento familiar no país.

O presidente filipino tem vindo a intensificar os seus ataques verbais contra os bispos e padres católicos, especialmente contra o bispo de Caloocan, Pablo David, um dos seus críticos mais fervorosos. Pablo David levou a sério as críticas de Duterte, e respondeu dizendo que o público deveria apenas suportar o presidente porque ele é "um homem muito doente".

Em novembro, o Presidente das Filipinas reacendeu o confronto com os bispos e padres católicos do país, onde mais de 85% da população professa o catolicismo, aconselhando os filipinos a não irem à igreja para pagar contribuições.

"Construam uma capela nas vossas próprias casas e rezem lá, assim não há necessidade de ir à igreja para pagar a esses idiotas", disse Rodrigo Duterte, a 26 de novembro, durante a inauguração do sistema de abastecimento de água na cidade de Davao, no sul das Filipinas.

O Presidente destacou que as "crenças católicas são arcaicas" e que os seus ensinamentos não podem ser aplicados ao presente porque estão reféns de uma fé com três mil anos.

Após diálogo com a hierarquia católica no país, ambas as partes acordaram uma trégua na troca de acusações, entretanto quebrada por Duterte.

O confronto entre o Presidente das Filipinas e a Igreja Católica remonta a fevereiro de 2017, quando a conferência episcopal criticou a sangrenta guerra contra as drogas, apelidando-a de um "reinado de terror", uma posição à qual Duterte reagiu com insultos dirigidos aos bispos.

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