Dia de África: Um continente que tenta reconstruir-se

Hoje, 25 de Maio, é Dia de África, em comemoração ao 56º aniversário da fundação da Organização de Unidade Africana (OUA), actual União Africana (UA), em Addis Abeba (Etiópia), no ano de 1963.

Escrever sobre a efeméride é, desde logo, um exercício condicionado, até porque antes era chamada Dia da Liberdade ou da Libertação do continente, deixando assim a marca do passado colonial, que ainda hoje impera sobre a maioria dos países, onde as classes políticas dominantes governam e se mantêm no poder muito graças às constantes alusões a essa era, procurando justificativas para o depauperamento das populações.

Bons exemplos
Referências a casos de países economicamente bem sucedidos, como o Rwanda, cuja economia cresceu 8,9 por cento do equivalente ao seu produto interno bruto (PIB), entre 2017 e 2018, em clara melhoria em relação ao período anterior, que era de 3,4 por cento, um quarto de século após o genocídio que exterminou 800 mil dos seus cerca de sete milhões de habitantes. Os números contrastam com o resto da realidade continental, cujos países têm um défice orçamental médio de cinco por cento, 50,3 possuem dívida pública, situação agravada em 48,4 por cento em 2017, dos quais apenas 16 países têm as contas nacionais em dia, com todos os demais a denotarem problemas metodológicos.
Em manifesta mania das grandezas, alguns africanos tentam comparar a grandeza geográfica e a população de cada um dos seus países natais com o Rwanda, sem, ao menos, se perguntarem como conseguiu um Estado tão pequeno reconciliar-se e passar da barbárie a modelo.

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