De superministro a vidraça, Moro vai ao Senado em seu momento mais delicado

O ministro da Justiça brasileiro, Sérgio Moro

Sob desgaste, ex-juiz dará explicações sobre mensagens vazadas sobre a Lava Jato.

Empossado como superministro e tido como reserva moral do governo Jair Bolsonaro (PSL), Sergio Moro (Justiça) vai ao Senado nesta quarta-feira (19) em seu momento de maior fragilidade. A partir das 9h [13:00 em Lisboa], no plenário da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o ex-juiz da Operação Lava Jato deve atacar a ação de hackers, dizer que não tem como confirmar o conteúdo das mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil e afirmar que as conversas podem ter sido editadas.

A linha é a mesma que o ministro de Bolsonaro tem utilizado desde as primeiras reportagens sobre o caso -e será mantida nos esclarecimentos que prestará aos senadores. Mensagens divulgadas no domingo (9) indicaram a troca de colaborações na Lava Lato entre Moro e o procurador chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol.

Nesta terça (18), na véspera do depoimento do ex-juiz, o site ​​​​​​​The Intercept Brasil divulgou novas conversas atribuídas aos doisque podem reforçar os questionamentos de senadores sobre a parcialidade do Moro - em um trecho, ele cita a preocupação de uma investigação melindrar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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