Chefe de missão timorense de apoio eleitoral saúda votação na Guiné Bissau

O chefe da missão timorense de apoio ao processo eleitoral na Guiné Bissau saudou hoje a forma como a votação decorreu, considerando "um privilégio Timor-Leste ter contribuído para o processo com assistência ao recenseamento eleitoral.

"Para nós, Timor-Leste, foi um exemplo e uma experiência de como podemos apoiar neste setor. Temos técnicos suficientes e bem preparados para fazer este trabalho e somos um dos países com grande conhecimento no setor eleitoral", disse Tomás Cabral, em declarações à Lusa.

"Para mim foi um privilégio que nos deram. Recebemos uma condecoração do Governo da Guiné pelo nosso apoio e somos um país irmão que está no coração dos guineenses", disse.

Timor-Leste já tinha, em 2013 e 2014, apoiado o processo de recenseamento eleitoral com um conjunto de equipamentos e formação técnica para que o GTAPE (Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral) pudesse recensear os eleitores.

Na votação deste ano, Timor-Leste voltou ao país para arranjar os equipamentos, recuperar a base de dados e ajudar na gestão do processo.

Tomás Cabral disse que, ao contrário das eleições de 2014 - quando Timor-Leste liderou o processo - agora o recenseamento ficou nas mãos da CEDEAO.

Segundo os resultados definitivos das eleições legislativas de 10 de março divulgados pela Comissão Nacional de Eleições, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conseguiu 47 deputados, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) 27 e o Partido da Renovação Social (PRS) 21.

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