Cabo Verde vai "ensaiar pequenos passos" para a circulação na CPLP

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje que a presidência cabo-verdiana da comunidade lusófona, que o país assume este mês, irá "ensaiar pequenos passos" para a "grande caminhada" da circulação na CPLP.

"A problemática da mobilidade estará sempre no centro das nossas preocupações, não no sentido de que será uma realidade imediata e completa com a presidência cabo-verdiana, mas antes com o sentido de que Cabo Verde, ciente da complexidade do problema, fará um esforço ainda maior para procurar progressivos segmentos de matérias que permitem um mais fácil consenso e para procurar metodologias que se adaptem às particularidades dos Estado membros", disse Jorge Carlos Fonseca.

"No decurso da nossa presidência vamos debater essas matérias e ensaiar pequenos passos nesta grande caminhada", acrescentou.

O Presidente cabo-verdiano falava hoje, na cidade da Praia, durante a sessão solene no parlamento para assinalar o 43.º aniversário da independência do país, tendo destacado o facto de Cabo Verde assumir na cimeira de 17 e 18 de julho, na ilha do Sal, a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A criação de um espaço de circulação de pessoas, de cultura, de ciência, de tecnologia e de serviços "é de interesse de todos os Estados e o objetivo final", afirmou, considerando que, "sendo realistas", há "ainda um longo caminho a percorrer", o que obriga a "ser céleres, determinados e inteligentes nesta caminhada".

Para Jorge Carlos Fonseca, a realização da cimeira de chefes de Estado e de Governo "será um evento de grande importância para o país e para a comunidade", adiantando que têm sido "desenvolvidos todos os esforços" para conseguir "fazer desse fórum um marco na história da CPLP e um momento de profunda reflexão e procura de soluções em domínios como as pessoas, a cultura e os oceanos".

O chefe de Estado mostrou-se convicto que, na área da cultura, a cimeira "trará contribuições importantes", adiantando que "será concedida atenção muito especial" à língua portuguesa "pela importância de que se reveste para a comunidade e pelas dificuldades que tem enfrentado".

"O facto de o nosso mar ser mais de 182 vezes superior à dimensão terrestre de Cabo Verde, de todos os países da CPLP serem banhados pelo Atlântico e pelo Índico, que encerram inestimáveis potencialidades económicas, mas, também, complexos desafios relacionados com a poluição e a segurança, indiciam a importância enorme que será concedida ao tema", disse.

A presidência cabo-verdiana da CPLP tem como lema: Pessoas, Cultura e Oceanos.

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