Premium Brasil e EUA assinam acordo para recuperar 250 milhões de euros desviados em casos de corrupção

Manifestação em favor da Operação Lava Jato, na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, na manhã de 4 de dezembro de 2016

O Brasil e os Estados Unidos anunciaram na noite de terça-feira um acordo que prevê a recuperação de 1,1 mil milhões de reais (250 milhões de euros) de duas empresas envolvidas em casos de corrupção descobertos pela operação Lava Jato.

O acordo foi assinado pela Controladoria Geral da União (CGU), Advocacia Geral da União (AGU), Ministério Público do Brasil, Departamento de Justiça dos Estados Unidos e as empresas Technip Brasil e Flexibras.

Ambas as companhias reconheceram a prática de atos ilícitos e comprometeram-se a apresentar informações e provas relevantes sobre a participação de investigados nos crimes descobertos pela operação Lava Jato.

Segundo um comunicado distribuído pelo Ministério Público brasileiro, a celebração do acordo ocorreu após o desenvolvimento de investigações conduzidas desde 2015 sobre pagamentos de vantagens indevidas envolvendo pessoas ligadas ao grupo Technip.

A negociação prevê que a Technip Brasil e a Flexibras paguem 819,7 milhões de reais (187,5 mil milhões de euros) para a estatal petrolífera brasileira Petrobras e 313 milhões de reais (71,6 mil milhões de euros) ao Governo dos Estados Unidos, até julho de 2021.

Este é o oitavo acordo assinado pelos órgãos de Justiça do Brasil com empresas investigadas por corrupção pela operação Lava Jato.

No total, o valor a ser recuperado para os cofres públicos brasileiros negociados através desses acordos é de aproximadamente dez mil milhões de reais (2,3 mil milhões de euros), dos quais mais de 2,1 mil milhões de reais (480 milhões de euros) já foram pagos.

Outros 20 acordos de cooperação em troca de perdão judicial estão a ser negociados pelo Governo brasileiro, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR).

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