Bolsonaro tem índia na equipa que foi sem-abrigo

Silvia Nobre Waiãpi, tenente no exército, foi a escolhida para equipa de transição

Chama-se Silvia Nobre Waiãpi, tem 42 anos e é uma das quatro mulheres que integram a equipa de transição do novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Foi uma das escolhidas pelo novo líder brasileiro e tem uma história que já começou a comover o povo, concretamente por ser indígena e ter vivido na rua.

A sua vida, aliás, já fez até com que o conhecido apresentador Jô Soares a tivesse convidado para o seu programa, isto após ter sido a primeira indígena a integrar o Exército, onde é segunda tenente, em 2011. Foi aí também que contou então parte da sua vida, salientando que foi mãe apenas com 13 anos, sendo que um ano depois esteve quase a morrer quando um pedaço de madeira da floresta perfurou o seu abdómen. Aos 14 decidiu então fugir da sua aldeia e rumar ao Rio de Janeiro, onde acabou por viver durante dois meses na rua, passando fome, até que vendeu uma pedra que trouxe da sua tribo.

"Eu acreditava que a pedra tinha poderes mágicos e vendi-a com esse significado. Com o dinheiro consegui comer durante duas semanas", contou na altura.

A vida de Silvia começou então a tomar um rumo e acabou por tirar um curso na área das Artes, seguiu-se um périplo pelo mundo da representação, entrando depois para o Exército do Brasil, onde, alguns anos depois, conheceu Jair Bolsonaro.

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