As performances do ministro

Entre atitudes autoritárias e tolos gracejos, Abraham Weintraub age como um predador do ensino no Brasil e aniquila uma das principais bases do desenvolvimento e da democracia: a Educação.

O ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez foi ruim. Se deixa saudade é porque o atual, Abraham Weintraub, é péssimo. É a tal história do "muito ajuda quem pouco atrapalha". Vélez foi sinônimo de paralisia e inoperância, não fez nada - fato que não lhe dá nenhum mérito, é tipo zero à esquerda. Uma entrevista coletiva aqui, outra ali, lá vinha ele com um portunhol digno de jogador colombiano contratado por algum dos nossos times de futebol para disputar o "Brasileirão".

Weintraub é diferente: ele faz demais, mas todas "as suas atitudes são antidemocráticas e absurdas", como afirmou a deputada federal Tabata Amaral. O ministro Weintraub se move em um show de pirotecnia que oscila entre uma política obscurantista e diversas brincadeiras sem a menor graça, sobretudo porque envolvem a Educação, uma das principais bases do desenvolvimento econômico e social de uma Nação e de sua consolidação democrática. Pode-se imaginar que Weintraub goste de Weintraub (será mesmo?), mas a coisa para aí. No mais de sua gestão, o ministro conseguiu a proeza de se indispôr com todos os Poderes Republicanos. É como se ele, culturamente fraco, precisasse se nutrir desses confrontos para tentar demonstrar que seu nome possui alguma relevância na área em que atua - enfim, se ele pouco atrapalhasse, muito ajudaria.

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