A primeira vez em São Tomé

Seis protocolos de cooperação foram assinados no encontro empresarial sino-lusófono em São Tomé e Príncipe. Foi também dado o tiro de partida para a conferência ministerial de 2020 com o anúncio da criação de um grupo de trabalho.

Pouco mais de dois anos após ter aderido ao Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), São Tomé e Príncipe acolheu esta semana, nos dias 8 e 9 de julho, o 14º Encontro de Empresários da China e Países de Língua Portuguesa. Três centenas de empresários, representantes governamentais e funcionários marcaram presença no evento organizado pelo Conselho Chinês de Promoção do Comércio Internacional, Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, e Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de São Tomé e Príncipe.

Em declarações ao PLATAFORMA, o Secretário-geral adjunto do Fórum de Macau, Rodrigo Brum, destaca não apenas o "sucesso" do encontro como "o anúncio da criação de um grupo de trabalho para preparação da reunião ministerial que terá lugar em 2020 e para a qual é imprescindível contar com a intervenção ativa dos países membros do Fórum de Macau".

O primeiro-ministro santomense, Jorge Bom Jesus, aproveitou, na abertura do evento, para fazer um convite aos participantes para usarem o "faro clinicamente empresarial numa atitude win-win, solidária e proactiva" de forma a aproveitarem o país insular como "plataforma estratégica e de referência no Golfo da Guiné". As oportunidades de investimento estão nos projetos de infraestruturas, telecomunicações, serviços, agro-indústria, turismo ou exploração petrolífera. O diretor da Agência de Promoção de Comércio e Investimentos de São Tomé e Príncipe, Rafael Branco, chamou a atenção dos empresários para as oportunidades criadas pelo processo de transformação energética de promoção de energias renováveis.

Já no encerramento do encontro, o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, apontou o investimento privado externo como "uma das únicas alternativas viáveis para debelar os enormes desequilíbrios estruturais e fiscais" que o país enfrenta. Uma vez que o país

"não possui capacidades" para investir sozinho em grandes projetos, deve ir à " procura de sinergias e parceiros , uma das vias para concretizarem os seus objetivos".

Da parte da China, Xu Yanbo, vice-secretário do Comité do Partido Comunista da China na Câmara do Comércio Internacional da China, destacou as vantagens do centro na criação de novas parcerias entre empresas chinesas e dos países lusófonos.

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