Guiné Equatorial paga 70% das obras do novo parlamento são-tomense

Guiné Equatorial paga 70% das obras do novo parlamento são-tomense

A Guiné Equatorial vai participar nos custos da construção de raiz de um novo edifício para o parlamento de São Tomé e Príncipe, assegurou o presidente da câmara dos deputados da Guine Equatorial, Gaudêncio Mesu.

O edifício terá seis pisos, com 75 gabinetes, mas o orçamento não foi anunciado, nem a comparticipação do governo equato-guineense na execução das obras. Mas, uma fonte parlamentar garantiu à Lusa que "cerca de 70% cento do orçamente será financiado pela Guiné Equatorial".

"São Tomé e Príncipe é um pais irmão, vizinho e os irmãos têm que estar juntos, unidos, têm que se apoiar, têm que se solidarizar e é por isso que estamos aqui para firmar este marco de colaboração", disse Gaudêncio Mesu a jornalistas.

Os dois países assinaram hoje um protocolo que abre caminho à assinatura "para breve" de um acordo de cooperação parlamentar entre os dois países.

"Neste acordo todos os aspetos estão contemplados", referiu o governante da Guiné Equatorial que concluiu esta tarde quatro dias de visita de trabalho a São Tomé e Príncipe, a convite do seu homologo são-tomense, Delfim Neves.

"Estou muito satisfeito como cidadão da Guiné Equatorial, como cidadão do continente africano e como cidadão da CEMAC e da CPLP e porque não, como cidadão de São Tomé e Príncipe", disse o governante equato-guineense, adiantando que conclui a deslocação a São Tomé e Príncipe "mais satisfeito" com o apoio que o arquipélago vai continuar a dar ao seu país junto da CPLP.

"Agora graças a visão política do Presidente da República, aderimos a CPLP em 2014 e esta CPLP é como se fosse uma comunidade de irmandade e de fraternidade. E nesta situação, contar com o apoio de São Tomé e Príncipe é um balão de oxigénio muito importante para o meu país", disse.

Para Delfim Neves o protocolo assinado hoje é o início de "um longo trabalho que os dois parlamentos terão pela frente", tendo assegurado uma nova parceria estratégica do seu país ao vizinho Guiné Equatorial quer a nível da CPLP quer noutros organismos internacionais. "Estamos firmes e nós iremos cumprir tudo quanto acordamos, a nossa estratégia parlamentar quer a nível da CPLP, quer a nível de outros organismos internacionais será para valer", disse Delfim Neves.

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