Guedes defende "prensa" no Congresso por Previdência e provoca mal-estar

O economista Paulo Guedes vai liderar economia e finanças do governo de Jair Bolsonaro

O economista Paulo Guedes vai liderar economia e finanças do governo de Jair Bolsonaro

  |  AFP/Arquivo

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu, nesta terça-feira, 6, uma "prensa" no Congresso Nacional para que os parlamentares votem ainda este ano a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo presidente Michel Temer.

A declaração foi mal recebida entre os congressistas, que recomendaram aos assessores de Jair Bolsonaro "cuidado com as palavras".

Questionado na terça-feira, em Brasília, sobre a estratégia para a aprovação do texto em 2018, o futuro ministro jogou a responsabilidade para o Parlamento. "Classe política, nos ajude a aprovar a reforma. A bola está com o Congresso: prensa neles!", disse ao chegar ao Ministério da Fazenda para uma reunião com o ministro Eduardo Guardia, que durou mais de quatro horas e teve entre os principais temas a reforma.

O episódio se soma ao mal-estar que existe entre algumas lideranças do Congresso pelo fato de o futuro articulador político de Bolsonaro, o ministro da transição Onyx Lorenzoni, ter integrado a oposição à reforma da Previdência durante sua tramitação na comissão especial na Câmara. Agora, ele será o responsável por negociar o apoio dos parlamentares à proposta.

Já nesta quarta-feira, o presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou que "está empenhado" nas negociações para a aprovação da reforma da Previdência. De acordo com ele, serão realizadas nesta quarta-feira, 7, e, na quinta-feira, 8, reuniões com integrantes do Congresso que estão tratando do tema, para verificar se podem ser apressadas questões relativas a este tema, inclusive por meio de lei ordinária ou complementar.

Bolsonaro não revelou com quem serão as reuniões e fez questão de tentar desfazer o mal-estar criado pela afirmação do seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse que precisava dar "uma prensa" no Congresso para aprovar a Previdência. "A palavra não é prensa. É convencimento", tentou amenizar, lembrando os parlamentares são independentes e não são movidos a pressão. "Ninguém vai pressionar parlamentar. Nos vamos é tentar convencê-los", avisou.

Leia mais em IstoÉ

Relacionadas

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG