Governo ferido e pressão europeia. Vai Theresa May resistir ao Brexit?

Primeira-ministra britânica, Theresa May, falando hoje na câmara dos Comuns em Londres

Primeira-ministra britânica, Theresa May, falando hoje na câmara dos Comuns em Londres

Primeira-ministra britânica, Theresa May, está entre a espada do Partido Conservador e a parede da União Europeia, com os seus governos, instituições e líderes implacáveis nas negociações do Brexit

A menos de cinco meses do dia do Brexit - 29 de março de 2019 - Theresa May e a União Europeia anunciaram esta quarta-feira um projeto de acordo, com 585 páginas, sobre como será a saída do Reino Unido do clube europeu. A primeira-ministra realizou em seguida um Conselho de Ministros extraordinário e anunciou depois a aprovação do projeto de acordo. Em Bruxelas, o negociador chefe da UE, o francês Michel Barnier, parecia satisfeito.

Mas sem grande surpresa - dado o nível de contestação crescente dentro do Partido Conservador - dois ministros e dois secretários de Estado de May demitiram-se na manhã desta quinta-feira. Na semana passada demitira-se o secretário de Estado dos Transportes. Jo Johnson é irmão de Boris Johnson, que se demitiu em julho de ministro dos Negócios Estrangeiros de May, em protesto contra a chamada proposta negociada em Chequers. Na altura, Boris Johnson, que apesar de eurocético conhece bem o modo de funcionamento da UE, tendo sido durante anos correspondente em Bruxelas, disse que Chequers era o mesmo do que "pôr um colete de explosivos" à volta da Constituição britânica e entregar "o detonador a Bruxelas".

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