Estados Unidos reabrem embaixada na Somália ao fim de 30 anos

O ato político dos EUA em reabrir a sua representação diplomática em Mogadíscio é consequência do progresso da nação somali nos últimos anos

Os Estados Unidos reabriram a sua embaixada na Somália quase três décadas depois de aquele país africano ter mergulhado na guerra civil. O embaixador norte-americano Donald Yamamoto disse na quarta-feira que a reabertura é reflexo dos progressos vividos naquele país do Corno de África e da parceria entre os dois países. Recorde-se que os Estados Unidos são dos maiores providenciadores de ajuda humanitária e de assistência securitária à Somália, como refere a agência alemã Deutsche Welle (DW) no artigo de hoje sobre o tema.

"A embaixada norte-americana em Mogadíscio vai agir para reforçar a cooperação, defender os interesses estratégicos dos Estados Unidos e apoiar os nossos objetivos políticos, de segurança e económicos", adiantou Yamamoto.

Os Estados Unidos fecharam a embaixada de Mogadíscio e evacuaram o embaixador em janeiro de 1991, quando o vetusto ditador Mohammad Siad Barre foi derrubado pelas milícias militares locais que, entretanto, passaram a degladiar-se pelo poder.

Quando a Somália se precipitou no caos e na fome e a brutal guerra civil entrou nos ecrãs das televisões americanas o Presidente George W.Bush sentiu.-se pressionado a ordenar a ida de tropas americanas para o país africano para ajudarem a distribuir as cargas de ajuda humanitária. Mas a América acabou por se envolver política e militarmente na guerra civil...

Os Estados Unidos finalmente retiraram quando dois helicópteros Black Hawk foram abatidos pelos rebeldes em 1993, matando 18 soldados, cujos corpos foram arrastados pelas ruas de Mogadíscio. As batalhas campais sangrentas causaram a morte a centenas de civis e de rebeldes das milícias.

Apenas em 2012 a Somália começou a reerguer-se dos dias negros, estabelecendo um governo frágil apoiado internacionalmente. Os Estados Unidos reconheceram o novo governo federal somali em 2014 mas instalaram a sua missão diplomática no Quénia. Washington tem concedido apoio militar recorrente ao governo somali na sua luta contra os extremistas da Al-Shabab, um grupo ligado à Al-Qaeda.

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