Domingos Simões Pereira não assegura relacionamento "são" e "ético"

O candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

O candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, explicou em carta enviada ao PAIGC que recusou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro por não assegurar um relacionamento "são" e "ético".

"O nome proposto não está em condições de assegurar um relacionamento institucional são e ético e sem ruturas institucionais irremediáveis com o Presidente da República, órgão perante o qual o Governo é também politicamente responsável", refere na carta o Presidente guineense.

A carta foi enviada ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) na sequência de um pedido deste partido, vencedor das legislativas de 10 de março, para o chefe de Estado guineense especificar as razões pelas quais recusou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro.

"Não [aceitei o nome], porque ainda persistem divergências que estiveram na origem da crise político-institucional que o país viveu recentemente e acrescido de apelos à sublevação militar, à falta ao dever de respeito institucional, consubstanciados em insultos, impropérios e inverdades dirigidas à pessoa com quem o referido candidato pretende trabalhar no mais alto quadro institucional da República", pode ler-se na carta a que a Lusa teve hoje acesso.

José Mário Vaz já tinha demitido Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro em 2015, alegando corrupção e nepotismo, dando início a uma crise política no país.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu um prazo até domingo para ser nomeado o primeiro-ministro e o Governo na Guiné-Bissau, de acordo com os resultados das legislativas de 10 de março, e admitiu a possibilidade de impor sanções a quem criar bloqueios ao processo de normalização do país.

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