Desarmamento voluntário da Renamo já começou

Ossufo Momade, o novo líder da Renamo, após a sua eleição

Ossufo Momade, o novo líder da Renamo, após a sua eleição

  |  André Catueira-Lusa

O processo de desarmamento do braço armado do principal partido da oposição em Moçambique arrancou na serra da Gorongosa, centro do país

O início da operação, em Sandjudjira, província de Sofala, foi testemunhado pelo líder da Renamo, Ossufo Momade, peritos militares internacionais, jornalistas, além de membros do Governo moçambicano integrados na Comissão dos Assuntos Militares, que é também composta por representantes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

"A partir desta cerimónia histórica e de grande simbolismo, esperamos que prevaleçam os valores de não mais voltarmos a cometer os erros do passado", salientou Ossufo Momade, falando no ato de arranque da operação.

A cerimónia de hoje foi marcada pela entrega de armas por parte de quatro guerrilheiros da Renamo à Comissão dos Assuntos Militares, mas segundo Ossufo Momade prevê-se que 5.221 membros do braço armado do principal partido da oposição sejam abrangidos pelo desarmamento e desmobilização em curso.

"Somos por uma reintegração humanizada e dignificante, daí que aguardamos a concretização das promessas de apoios feitas, quer pelo Governo, quer pela comunidade internacional, para que este fim seja uma realidade", declarou o presidente da Renamo.

Os guerrilheiros que entregaram hoje as suas armas foram depois colocados num centro criado para o efeito nas encostas da serra da Gorongosa e vão aguardar informações sobre o seu futuro.

O entendimento entre o Governo moçambicano e a liderança da Renamo prevê a integração de alguns guerrilheiros nas Forças de Defesa e Segurança (FDS).

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