CPLP vai criar mecanismo militar de resposta a catástrofes

Lisboa, 10/2/2020 - Tomada de posse no Palácio Conde de Penafiel, do embaixador Armindo Brito Fernandes

Lisboa, 10/2/2020 - Tomada de posse no Palácio Conde de Penafiel, do embaixador Armindo Brito Fernandes como novo Diretor Geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

  |  Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão criar ainda este ano um mecanismo militar para responder a grandes catástrofes naturais

A garantia foi hoje dada à Lusa em Maputo pelo diretor do Centro de Análise Estratégica (CAE-CPLP). "Em 2017, nós falamos num seminário similar a este, pela primeira vez, do protocolo de mecanismo de resposta a grandes catástrofes, que deve ser assinado este ano", disse Francisco Camelo, diretor do CAE.

O responsável defendeu que um instrumento do género teria permitido uma ação concertada da CPLP contra os ciclones Idai e Kenneth, que devastaram áreas das regiões centro e norte de Moçambique no ano passado.

"Se já tivesse sido assinado, nos ciclones Idai e Kenneth, a ajuda seria concertada. Os países da CPLP viriam em bloco e não aos poucos como aconteceu", acrescentou.

Francisco Camelo falava em Maputo à margem de um seminário de cooperação na área de defesa entre as forças armadas dos países da CPLP.

Os delegados dos cinco países presentes no evento vão partilhar experiências sobre os dois temas: "Segurança marítima e exercícios conjuntos e combinados".

Com base nesse intercâmbio, pretende-se uma base de trabalho nas áreas de segurança marítima e realização de exercícios militares.

"Há uma perspetiva futura de que a CPLP possa participar conjuntamente de missões de paz das Nações Unidas. Já estamos começando a costurar essas ideias", disse Francisco Camelo.

O Centro de Análise Estratégica para Assuntos da Defesa é uma plataforma de cooperação militar entre os Estados-membros da CPLP.

Quatro países da CPLP - Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Timor-Leste - já tiveram assistência das Nações Unidas nos processos de transição de poder e na cessação de conflitos.

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