CNE diz que notícias sobre fraude eleitoral são falsas

Umaro Sissoco Embaló foi declarado vencedor das presidenciais guineenses realizadas a 29 de dezembro

Umaro Sissoco Embaló foi declarado vencedor das presidenciais guineenses realizadas a 29 de dezembro de 2019.

  |  Andre Kosters/Lusa

Uma investigação da revista portuguesa "Sábado" revelou esta quinta-feira uma fraude informática, montada a partir de Portugal, que decidiu o vencedor das eleições. Comissão Nacional de Eleições diz que notícia é falsa.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau desmentiu esta quinta-feira, 30 de janeiro, a notícia avançada pela revista Sábado segundo a qual um grupo de três piratas informáticos terá sido contratado no Barreiro, por 75 mil euros para introduzir um vírus nos computadores da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, decidindo de forma fraudulenta o vencedor das eleições presidenciais de 29 de dezembro.

"Foi com muita consternação que a Comissão Nacional de Eleições tomou conhecimento da informação desprezível e que provoca repulsão difundida pela Radiodifusão Portuguesa (RDP), em como a revista sábado fez uma investigações e apurou que o sistema informático da Comissão Nacional de Eleições foi pirateado, facto que resultou na alteração dos resultados, em benefício ao candidato Umaro Sissoco Embaló", afirma em comunicado.

"Em face do exposto, a Comissão Nacional de Eleições, em guisa da resposta, por esta via, informa a opinião pública nacional e internacional da falsidade desta suposta investigação e concomitantemente desprovida de técnicas apropriadas para uma investigação responsável e credível", avança ainda a mesma nota oficial, assinada por José Pedro Sambú, presidente da CNE.

O comunicado esclarece ainda que o seu "sistema informático não está ligado à internet, serve apenas para compilação de actas de apuramentos regionais, obviamente, resultados vindos das Comissões Regionais de Eleições, através de pen drive e em formato papel".

Domingos Simões Pereira, candidato apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), levantou suspeitas sobre os resultados das eleições, tendo mesmo avançado com um processo no Supremo Tribunal de Justiça com o objetivo de anular os resultados das eleições que deram a vitória a Umaro Sissoco Embaló, candidato do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (MADEM-15).

Segundo a investigação da revista portuguesa Sábado, uma guerra em torno do pagamento estará na origem da revelação de todo o esquema, que envolve pelo menos três pessoas, de diferentes nacionalidades.

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