China quer reforçar cooperação com Angola através de Macau

Li Bin, encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola

Li Bin, encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola

O encarregado de Negócios da embaixada da China, Li Bin, defendeu nesta terça-feira, em Luanda, que é preciso criar uma nova plataforma comercial, através de Macau, para o aprofundamento da cooperação com Angola.

Em declarações à imprensa no quadro do 20º aniversário do regresso de Macau à China, o diplomata afirmou que devido às semelhanças culturais e do sistema jurídico-financeiro, bem como a ligação de Macau com os países lusófonos, torna-se mais fácil reforçar o investimento de ambos os países.

"Queremos ter uma nova plataforma de cooperação. Como exemplo, esteve cá no ano passado uma delegação da autoridade monetária de Macau para abordar com o Banco Nacional angolano perspectivas de cooperação na área monetária", explicou.

Segundo o responsável chinês, uma vez que os dois Estados movimentam todos os anos um volume de negócios avaliado em dezenas de mil milhões de dólares, esta transação financeira "necessita de uma plataforma que facilitaria cada vez mais a cooperação e creio que Macau seria excelente para cumprir esta tarefa".

"A intenção é trazer a experiência chinesa, através de Macau, para que Angola possa acolher o que for útil dentro do seu interesse. Penso também que é mais fácil o empresário angolano fazer negócio com a China passando por Macau", sublinhou.

Quanto ao acordo de conversão monetária entre Angola e a China, o diplomata esclareceu que continua em curso, uma vez que os técnicos prosseguem o seu trabalho, e aguarda-se pelo momento mais adequado para iniciar a sua implementação.

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