Audiência do pedido de extradição para os EUA começa em janeiro

Audiência do pedido de extradição para os EUA começa em janeiro

As audiências sobre o pedido de extradição para os EUA de Meng Wanzhou, vice-presidente do conglomerado chinês de telecomunicações Huawei detida no Canadá no início de dezembro de 2018, vão começar em 20 de janeiro de 2020. A decisão foi tomada na quinta-feira por um juiz do tribunal de Vancouver.

O processo vai começar com cinco dias de audiência e deverá terminar em outubro ou novembro de 2020, segundo um calendário fixado pelos advogados das partes e aceite pelo Supremo Tribunal da Columbia Britânica, disse o porta-voz do tribunal, Bruce Cohen, à AFP.

Meng foi detida em Vancouver, em 01 de dezembro de 2018, a pedido da justiça dos EUA, que a acusa de ter contornado as sanções norte-americanas ao Irão, mas também, através de duas filiais, de ter roubado segredos industriais do grupo de telecomunicações T-Mobile. Os seus advogados contestam estas acusações.

A dirigente foi colocada em liberdade alguns dias depois, mediante o pagamento de uma caução de 10 milhões de dólares canadianos (6,6 milhões de euros), a colocação de uma pulseira eletrónica e a entrega do passaporte.

A detenção provocou uma crise diplomática sem precedentes entre Otava e Pequim.

Desde então, a China deteve o ex-diplomata canadiano Michael Kovrig e um outro compatriota, o consultor Michael Spavor, a quem acusou de espionagem, e condenou à morte outros dois canadianos por tráfico de droga.

Pequim viu neste caso uma tentativa de minar o grupo de telecomunicações, se bem que desde o início, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, não tenha parado de afirmar que não teve qualquer "intervenção política" e que o Canadá era "um Estado de direito".

A decisão final sobre a extradição compete ao ministro da Justiça do Canadá, David Lametti.

Em comunicado emitido depois da audiência de quinta-feira, o vice-presidente da comunicação da Huawei, Benjamin ​​​​​​​Howes, declarou-se "otimista em que o sistema judiciário canadiano resolva o assunto de forma equitativa e eficaz, em favor de Meng".

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