A Turquia é o último de dez países estrangeiros a ter tropas em África

Tropas turcas na Líbia

Tropas turcas na Líbia

A Turquia, com a sua base militar na Somália, junta-se aos EUA, que têm quase dez mil militares em rotação em África, e à França que tem pelo menos 7550

A França e os Estados Unidos estão entre os 10 países estrangeiros com tropas deslocadas e bases militares no continente africano mas são os mais representativos. A Turquia, com a sua base militar na Somália, foi o último país a deslocar tropas para África, apesar da sua intervenção na Líbia ter sido muito criticada pelos EUA e pelo Egito, entre outros estados.

Segundo o site Africanews, só os Estados Unidos têm 7000 elementos das forças especiais em rotação em África, levando a cabo operações conjuntas com as forças nacionais contra os jihadistas, e ainda mais 2000 soldados que realizam missões de treino em cerca de 40 países africanos.

Mas a administração Trump quer reduzir essa presença em África por forma a focar-se melhor na resposta às ameaças da Rússia e da China. O Presidente francês, Emmanuel Macron, já apelou a Trump para que não reduza o contingente porque a guerra contra o terrorismo em África está longe de estar ganha.

Já a França tem pelo menos 7550 militares espalhados pelo continente negro em várias missões, com destaque para os 4500 concentrados na região do Sahel (entre o deserto do Saara, a norte, e a savana do Sudão, a sul). Depois de 13 militares franceses terem sido mortos numa colisão de helicóptero no Mali, no mês passado, Macron garantiu que iria enviar mais 200 soldados para o Sahel depois de ter colhido apoio público dos líderes da região.

Os Estados Unidos, a China, França, Japão e Arábia Saudita têm bases militares no Djibouti, um ponto estratégico no estreito de Bab-el-Mandeb, num caminho entre África, Índia e Médio Oriente. As bases militares destes países em Djibouti rendem mais de 300.000 dólares anuais para a antiga colónia francesa.

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