24 mortos, 145 feridos e 38 detidos em duas semanas de campanha eleitoral

Presidente moçambicano Filipe Nyusi volta a candidatar-se nas eleições de 15 de outubro.

Nas duas primeiras semanas de campanha eleitoral para as eleições de 15 de outubro o Centro de Integridade Pública já registou 24 mortes, 145 feridos e 38 detenções.

Nampula, onde a 11 de setembro, à saída de um comício da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), 10 pessoas morreram e 98 ficaram feridas, é a província onde se regista mais violência associada à campanha eleitoral das eleições gerais (presidenciais e legislativas) que se realizam a 15 de outubro.

Segundo o Centro de Integridade Pública (CIP), organização da sociedade civil moçambicana, na segunda semana de campanha registaram-se 12 mortes, todas em Nampula. Para além dos 10 já referidos acima, a organização assinala ainda a morte de dois agentes da polícia que morreram após um acidente de viação no distrito de Memba quando se deslocavam para Nacala Porto para reforçarem segurança da caravana eleitoral de Filipe Nyusi, atual presidente e candidato da Frelimo ao sufrágio de outubro.

Estes 12 casos juntam-se aos outros 12 ocorridos durante a primeira semana de campanha eleitoral, elevando para 24 as mortes durante o processo.

Sobre o total de pessoas feridas, o CIP especifica que chegam às 145, 116 das quais registadas na segunda semana. Mais uma vez, o incidente em Nampula concentra o maior número de casos (98), a qua se juntam outras sete, na na província de Gaza, "resultantes de pancadarias entre simpatizantes da Frelimo e homólogos da ND após o cruzamento das caravanas dos dois partidos em Chókwè. Outros dois casos de ferimentos por agressão entre simpatizantes de partidos políticos foram reportados na província de Tete, nos distritos de Chifunde e Moatize", avança o CIP.

No que se refere a detenções, aos 33 casos registados na primeira semana o CIP junta mais 5 na segunda, relacionadas com vandalização de material de propaganda.

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