Macau tem condições para preservar tradição e cultura

Macau tem condições para preservar tradição e cultura

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O vice-presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa da China (CDRF), Liu Shijin, lembrou que Macau é uma cidade aberta, diversa e inclusiva e a história mostra que é possível desenvolver uma abertura e ao mesmo tempo preservar a tradição e cultura locais.

Liu Shijin foi um dos oradores da cerimónia de encerramento do "Fórum internacional sobre a Missão Cultural para o Desenvolvimento e a Construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau" que juntou na cidade, durante dois dias, mais de 60 especialistas e académicos locais e de mais de uma dezena de países e regiões.

O evento esteve dividido em três fóruns: "História, Literatura, Filosofia - O Destino da humanidade e o encanto cultural", "Política, Direito - Tradição cultural e o progresso social" e "Sociedade e Tecnologia - A Cultura do Desenvolvimento e da Construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau".

No primeiro painel, os participantes falaram de ideologia, bases culturais e a construção de caminho em direção a um futuro comum.

As intervenções, de um modo geral, reconheceram que a única forma de atingir esse objetivo passa pela integração cultural, na qual Macau poderá assumir um papel importante, como o desempenhado até aqui, servindo de ponte de intercâmbio entre o Ocidente e o Oriente.

No segundo fórum, "Política, Direito - Tradição cultural e o progresso social", os oradores expressaram diferentes visões entre ideologias e progresso, comparando, nomeadamente a relação entre a lei e a cultura, o intercâmbio e o conflito entre povos, a lei chinesa aos olhos do Ocidente do séc. XIX e ainda a questão de Macau num contexto da história jurídica global.

Especialistas defenderam que uma sociedade diversificada deve procurar encontrar "harmonia, em vez do conflito", valorizando "o poder e a função da lei", mas "sem nunca esquecer que esta não é universal".

Argumentaram que no caso da construção e desenvolvimento do projeto da Grande Baía será necessário lidar com um processo de integração de três diferentes bases legais [Macau, Hong Kong e China Continental], as quais "precisam de ser continuamente ajustadas".

No terceiro e último painel, discutiram-se temas como a inovação cientifico-tecnológica e desenvolvimento sustentável, grandes bases de dados, a indústria de medicina chinesa em Macau, a cultura do Confucionismo e a respetiva ligação aos negócios de família, a harmonia entre a humanidade e a natureza ao longo da história, e ainda a cultura marítima.

Para os participantes, Macau possui a vantagem de ser uma cidade multicultural e com um desenvolvimento inclusivo, devendo, por isso, ser capaz de tirar o maior partido dessas características, aumentando o nível de atratividade e competitividade no processo de integração na Área da Grande Baía.

Na cerimónia de abertura, o chefe do Executivo, Chui Sai On, tinha defendido que, para haver um desenvolvimento sustentável da Área da Grande Baía, a população deve partilhar de uma mesma identidade cultural e só através da integração das vantagens e recursos culturais das três regiões será possível criar-se um ambiente cultural rico para todos.

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