Macau, Hong Kong e Guangdong promovem mercado na Austrália

A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau

A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau

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A chefe do Governo de Hong Kong disse hoje que o território, Macau e a província de Guangdong vão promover na Austrália, em 2020, o mercado da Grande Baía, uma metrópole mundial que integra as três regiões.

"O meu Governo tem trabalhado com Guangdong e Macau para comercializar a área da Grande Baía no exterior, incluindo promoções em Tóquio em abril deste ano e Paris no ano passado. Faremos o mesmo na Austrália no próximo ano", indicou Carrie Lam, num discurso realizado numa conferência económica.

O projeto de Pequim da Grande Baía pretende criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,2 biliões de euros, semelhante ao PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

A governante destacou "o apoio do Governo central" na "integração económica com a China continental", em declarações realizadas durante um evento promovido pela Asia House, um centro especializado em comércio, investimento e políticas públicas que procura impulsionar o relacionamento político, económico e comercial entre a Ásia e a Europa.

Tanto no projeto da Grande Baía, como na iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota", Hong Kong "vê oportunidades de longo prazo", acrescentou.

Carrie Lam sublinhou o "mercado enormemente promissor" da Grande Baía e que será construído "com base na cooperação e não na competição", com cada uma das 11 cidades a liderarem o caminho nos respetivos campos de especialização.

"[No caso de Hong Kong] Impulsionaremos os serviços financeiros e o desenvolvimento comercial da região, bem como o transporte, a inovação e a tecnologia. O desenvolvimento da Grande Baía tem como premissa um país, dois sistemas, três territórios aduaneiros e três moedas. Isso é sem precedentes em todo o mundo e exige ousadia e inovação na tentativa de um novo caminho", defendeu a chefe do Executivo.

"O meu Governo, em pouco mais de dois anos, investiu cerca de 13 mil milhões de dólares [12 mil milhões de euros] em programas e iniciativas de tecnologia de informação (...). Um terá como alvo a inteligência artificial e robótica; o outro concentrar-se-á na tecnologia da saúde. E, em parceria com Shenzhen, estamos a desenvolver um grande parque de inovação e tecnologia em Hong Kong, próximo à fronteira com Shenzhen", destacou.

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