Bancos brasileiros reforçam presença em Portugal de olho nas grandes fortunas

O Itaú Unibanco vai abrir já este mês um novo escritório em Portugal.

O Itaú Unibanco vai abrir já este mês um novo escritório em Portugal.

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O Itaú Unibanco vai abrir já este mês um novo escritório em Portugal e o BTG Pactual já recebeu autorização do Banco de Portugal.

Com o aumento do número de brasileiros com elevados rendimentos a viver em Portugal, os bancos brasileiros estão a olhar com mais atenção para Portugal. Segundo o Estadão, o Itaú Unibanco vai inaugurar um novo escritório em Portugal ainda durante o mês de janeiro e o BTG Pactual já recebeu aval do regulador nacional.

A saída do Reino Unido da União Europeia e a oportunidade de trabalhar com empresas e clientes de altos rendimentos são apontadas pelo jornal brasileiro como razões para os bancos brasileiros reforçarem a sua presença em Portugal.

O número de brasileiros a viver em Portugal atingiu em 2019 o valor mais elevado de sempre, quase 151 mil, segundo dados, ainda provisórios, revelados esta semana pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ao jornal português Público. No entanto, como nota o Estadão, a comunidade brasileira em Portugal é mais numerosa uma vez que os dados do SEF não contabilizam os brasileiros com passaporte europeu.

"É uma tendência que não vai parar. Portugal oferece grandes incentivos para atrair empresas e pessoas físicas", defende Nuno Rebelo de Sousa, presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, em declarações ao Estadão.

A facilidade do idioma e o atrativo mercado de crédito são duas outras razões apontadas para a aposta no mercado português, que também estará em cima da mesa para a XP Investimentos e para o Bradesco. No Brasil, a taxa básica de juros está hoje em 4,5% enquanto a taxa de depósito do Banco Central Europeu é de -0,5% e a de refinanciamento em zero.

BTG Pactual aposta nas grandes fortunas

"Escolhemos Portugal como um hub (centro) de gestão de fortunas para latinos e brasileiros na Europa", explicou Rogério Pessoa, sócio responsável pela área de gestão de grandes fortunas do BTG Pactual, ao Estadão.

Os planos do BTG passam, numa primeira fase, por um escritório de representação para explorar a área de grandes fortunas, apontando para atrair investidores com pelo menos 645 mil euros e negócios imobiliários. Mas o foco principal, adianta o Estadão, são os clientes com mais de dois milhões de euros de património, uma estratégia já seguida pelo banco no Brasil, nos EUA e na América Latina.

A Bradesco, por seu lado, está a ponderar a abertura de uma agência do banco de Luxemburgo em Portugal para trabalharem com os clientes brasileiros a viver no país.

"Há dois principais polos de brasileiros que têm fortunas. Um é Miami, onde já estamos posicionados. O outro è Portugal, e estamos analisando", afirmou ao Estadão Renato Ejnisman, diretor executivo do Bradesco.

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