Preço sobe mais de 10% depois de ataques na Arábia Saudita

epa07844134 A handout photo made available by NASA Worldview shows a satellite image of smoke from fires

epa07844134 A handout photo made available by NASA Worldview shows a satellite image of smoke from fires at two major oil installations in eastern Saudi Arabia, 14 September 2019 (issued 15 September 2019), following alleged drone attacks claimed by Yemen's Houthi rebels. According to Saudi state-owned oil company Aramco, two of its oil facilities in Saudi Arabia, Khurais and Abqaiq, were set on fire on 14 September after allegedly having been targeted by drone attacks. In picture is seen Bahrain (island, C-top) and Qatar (peninsula, R). EPA/NASA WORLDVIEW HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

Os preços do barril de petróleo subiram hoje, na abertura dos mercados asiáticos, mais de 10 por cento, depois dos ataques no sábado às instalações petrolíferas da Aramco que reduziram para metade a produção de petróleo da Arábia Saudita.

Nas trocas eletrónicas no continente asiático, o preço do barril de petróleo do Texas (WTI), de referência norte-americana, subiu 9,81 por cento, para 60,23 dólares e o crude do mar do Norte, referência europeia, subiu 11,04 por cento, para 66,87 dólares.

"As tensões no Médio Oriente estão a subir rapidamente, o que significa que este caso [subida do preço do petróleo] continuará a ecoar durante semana", disse à AFP, o analista Jeffrey Halley, da financeira OANDA.

No sábado, ataques com drones já reivindicado pelos rebeldes iemenitas Huthis provocou incêndios em duas instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco, no leste da Arábia Saudita. A ação atingiu a maior instalação de processamento de petróleo do mundo e um grande campo de petróleo, em Abqaiq e Khurais, respetivamente, uma zona considerada vital para o fornecimento global de energia.

Os Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita, reivindicam regularmente lançamentos de mísseis com drones contra alvos sauditas e afirmam que agem como represália contra os ataques aéreos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen em guerra desde 2015.

As autoridades sauditas estão a investigar o ataque e ainda não identificaram o culpado. O Governo iraniano já negou qualquer envolvimento nos ataques.

O Presidente dos Estados Unidos já reagiu ao ataque afirmando que os norte-americanos estão "carregados e prontos" para responder ao ataque às refinarias sauditas. Donald Trump admitu que Washington pensa saber quem foi o responsável pela ação, mas vai aguardar por uma confirmação de Riade.

O ataque, de acordo com analistas, levou à suspensão de mais de 5 por cento da produção diária de petróleo bruto do mundo.

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