Portugal entre os países que quer respostas para a crise dos oceanos

Portugal entre os países que quer respostas para a crise dos oceanos

A ministra do Mar portuguesa anunciou que o Painel de Alto Nível para uma Economia do Mar decidiu encomendar um conjunto da trabalhos a especialistas para responder a questões como pescas sustentáveis e soluções de energia do mar.

Ana Paula Vitorino foi uma das governantes presentes na reunião do Painel que juntou esta semana em Nova Iorque responsáveis de 12 países para avaliar o valor de bens e serviços dos oceanos.
"Nos próximos 18 meses, o Painel vai procurar encontrar soluções de base científica para a crise dos oceanos e a forma de enfrentá-la. Para isso vai encomendar-se uma série de "livros azuis" a peritos sobre questões como pescas sustentáveis, soluções de energia do mar e turismo, assim como novas estratégias para as zonas marinhas protegidas e o financiamento dos oceanos. Esses trabalhos vão integrar um relatório vocacionado para a ação, que será publicado em 2020", adiantou.
O Painel é copresidido pela primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, e pelo Presidente de Palau, Thomas Esang Remengesau Jr. O Painel junta 12 chefes de Governo (ou seus representantes), assim como o representante especial do secretário-geral da ONU para os oceanos, Peter Thomson.
De acordo com um comunicado do World Resources Institute, a chefe do Governo norueguês deixou um alerta, lembrando que a humanidade está "dependente de mares limpos e saudáveis, pelo que o uso de recursos marinhos deve ser sustentável".
Para Erna Solberg, as Nações Unidas têm a "autoridade e determinação necessárias para desencadear e acelerar a tomada de medidas para a proteção e produção oceânicas".
"É preciso encontrar soluções coletivas para o desenvolvimento e implementação de regulamentação alargada e eficaz, bem como para um regime de gestão integrada dos oceanos", defendeu.
Por sua vez, o copresidente do painel, o Presidente da República de Palau, Esang Remengesau Jr., desafiou a humanidade a aprender "com as ilhas pequenas a respeitar o mar".
Na nota, o World Resources Institute esclarece que esta foi a primeira vez que chefes de Governo em exercício e seus representantes se uniram para firmar um "pacto mundial de proteção dos oceanos".
Participaram no encontro, além de representantes de Portugal, Noruega e Palau, governantes da Austrália, Chile, Ilhas Fiji, Gana, Indonésia, Jamaica, Japão, México, Namíbia.

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