Premium PC chinês alerta para fuga de cérebros no Ministério do Comércio

PC chinês alerta para fuga de cérebros no Ministério do Comércio

Reuters

O órgão de inspeção e disciplina do Partido Comunista emitiu aquela ordem no mês passado, numa altura em que se agravavam as fricções comerciais com os Estados Unidos.

O Partido Comunista Chinês (PCC) pediu ao Ministério do Comércio que trave o "êxodo" de quadros, face à guerra comercial desencadeada entre Pequim e Washington, informa hoje o jornal de Hong Kong South China Morning Post (SCMP).

O órgão de inspeção e disciplina do Partido Comunista emitiu aquela ordem no mês passado, numa altura em que se agravavam as fricções comerciais com os Estados Unidos.

Citado pelo SCMP, um funcionário aposentado do ministério afirma que a falta de profissionais experientes, sobretudo em negociações em matéria de comércio e gestão macroeconómica, poderiam afetar a qualidade do aconselhamento aos responsáveis por tomar decisões na guerra comercial.

"O Ministério do Comércio oferece aconselhamento político e recomendações. Esse aconselhamento deve ser preciso e valioso. Mas faltam agora pessoas com conhecimento", afirmou.

Os dois governos estão a preparar uma nova ronda de taxas alfandegárias sobre 13,7 mil milhões de euros das exportações de cada lado, a partir de 23 de agosto, numa disputa motivada pela política de Pequim para a tecnologia.

Washington acusa a China de "táticas predatórias", que visam o desenvolvimento do seu setor tecnológico, nomeadamente forçar a transferência de tecnologia em troca de acesso ao mercado.

No mês passado, Washington impôs taxas alfandegárias de 25% sobre mais de 29 mil milhões de euros de importações oriundas da China. Pequim retaliou com penalizações no mesmo valor sobre bens dos EUA.

Num comunicado publicado em julho passado, inspetores da Comissão de Inspeção e Disciplina do PCC consideram que a fuga de cérebros no ministério é "elevada".

O órgão aconselha o ministério a "estabelecer equipas com profissionais de elevada qualidade, reforçar a gestão de quadros enviados além-fronteiras, e analisar seriamente e responder ao problema da fuga de cérebros".

Dados citados pela imprensa estatal chinesa revelam que 152 funcionários se demitiram do ministério, entre 2008 e 2017, a maioria entre 2014 e 2016, período de maior intensidade na campanha anticorrupção lançada pelo PCC.

Alguns dos funcionários que se demitiram assumiram posições superiores em empresas do ramo tecnológico ou da Internet, como o Jingdong ou o Alibaba, escreve o SCMP.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG