"No futuro, queremos a zona económica Luanda-Bengo tão bem sucedida como é Shenzhen"

"No futuro, queremos a zona económica Luanda-Bengo tão bem sucedida como é Shenzhen"

Em Angola, na costa oeste da África, a construtora automóvel chinesa Huatai, que produz um em cada dez carros locais, foi introduzida na Zona Económica Especial Luanda-Bengo em 2014, e logo conquistou o mercado consumidor angolano.

"Os veículos da Huatai são bem populares em Angola", disse o presidente do conselho de administração da zona económica especial, António Herniques da Silva. "Além da Huatai, várias outras empresas chinesas na zona económica especial também têm tido ​​desenvolvimentos notáveis no nosso país".

Em 2009, a Zona Ecoóômica Especial Luanda-Bengo foi criada pelo governo angolano. No mesmo ano, António Herniques da Silva foi à China em busca de investimentos pela primeira vez. Com dez anos de desenvolvimento, a zona tem mais de 100 empresas, das quais 30% são empresas comerciais, 60% industriais e 10% serviços.

Neste ano, António voltou à China para introduzir mais investimentos chineses em Angola. De 12 a 14 de abril, a equipe africana visitou algumas empresas chinesas em Guangzhou e Foshan, na Província de Guangdong, sul da China.

"O relacionamento entre Guangdong e a África é muito próximo. Guangdong também tem muitos grandes parques industriais e zonas económicas especiais, o que é semelhante ao que estamos fazendo agora em Angola. Depois de uma década de desenvolvimento, criamos uma administração moderna e um ambiente político mais amigável. Nessa nova etapa, buscamos a industrialização em nosso país. Por isso, a minha visita à China visa buscar mais investimentos chineses de setores diferentes em Angola."

Para ele, a fundação e a operação de Luanda-Bengo aprenderam muito com a experiência da China e de Cingapura. "Estamos na fase inicial e vamos aprender e aproveitar outras experiências bem-sucedidas em nosso desenvolvimento económico."

Atualmente, a zona económica especial já construiu estradas, eletricidade e comunicações. Desta vez, António espera atrair investimentos nas áreas de alimentos, saúde, fabricação de metal, equipamentos agrícolas, energia e novas ciências e tecnologia. "Em comparação com outros países, o desenvolvimento da economia de Angola está no estágio inicial, o que também gera grandes oportunidades para as empresas chinesas", avaliou António. "Além disso, a Zona Económica Especial Luanda-Bengo tem abundantes recursos minerais, mão-de-obra jovem e melhor localização geográfica, além de custos mais baixos de transporte e logística e um maior mercado com 30 milhões de consumidores, que são elementos essenciais para desenvolvimento económico. Acredito que a China já identificou oportunidades de investimento na África e esperamos mais empresas que gerem benefícios mútuos."

Quanto à sua segunda visita à China, enfatizou: "estamos prontos para receber o maior número possível de empresas chinesas." "O nosso país está no caminho do desenvolvimento graças às experiências estrangeiras. Acreditamos que Angola tem um grande potencial e um futuro económico brilhante. No futuro, queremos construir uma Luanda-Bengo tão bem sucedida como é Shenzhen", concluiu ele. Fim

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