Macau essencial para atrair investimento internacional, diz Chui Sai On

Chui Sai On, chefe do Executivo de Macau

Chui Sai On, chefe do Executivo de Macau

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O chefe do Governo de Macau, Fernando Chui Sai On, considerou hoje, segunda-feira, que o território é essencial para atrair investimento internacional para a criação da metrópole mundial da Grande Baía que a China está a desenvolver.

Para o governante, Macau assume um papel de grande importância na estratégia de criação da Grande na missão "para se atrair investidores e apoiar empresários na internacionalização", sobretudo pela sua mais-valia como elo de ligação entre as culturas ocidentais e orientais.

Chui Sai On falava no Fórum Internacional da "Missão Cultural da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau", uma iniciativa que contou, entre outros com a presença da chefe do Governo da região vizinha de Hong Kong, Carrie Lam.

A governante de Hong Kong defendeu, perante uma plateia em que se encontravam, designadamente mais de 60 académicos de dez países e territórios, que "Macau possui características próprias e a cultura é uma ponte de ligação para unir as pessoas".

Para Carrie Lam esse fator constitui uma mais-valia para o território na promoção da estratégia nacional chinesa.

Já o governador da província de Guangdong, Ma Xingrui, destacou os esforços que têm sido realizados para reforçar a cooperação entre as três regiões e assegurou que se vai continuar a apostar em intercâmbios para promover a cultura chinesa tradicional.

Uma vontade secundada pelo presidente da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Xie Fuzhan, que frisou igualmente as "vantagens únicas" de Macau na difusão mundial da História, da cultura chinesa e do "sucesso que tem caracterizado" a adoção do princípio "Um país, dois sistemas".

Até 2035, 14 anos antes de terminar o período que prevê um alto grau de autonomia, ao abrigo da política "Um País, Dois Sistemas", o Governo Central chinês pretende integrar Macau através de políticas de educação, saúde, emprego, segurança social e facilidades de mobilidade fronteiriças.

O território ficará também responsável por se posicionar enquanto centro mundial de turismo e lazer, mas deverá protagonizar uma missão específica: "promover a coexistência das diversas culturas, com predominância da cultura chinesa".

Estas ambições constam no documento divulgado em fevereiro pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) e pelo Conselho de Estado (Executivo), intitulado de "Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau".

O documento estipula que, até 2022, a Grande Baía deverá converter-se num "cluster" de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional.

A Grande Baía junta Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai). A região tem cerca de 70 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares - maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

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