Sines quer estar na rota do investimento chinês

Visita de empresários chineses ao Polo Industrial de Sines.

Seis dezenas de potenciais investidores da China e de países de língua portuguesa - de Angola, Moçambique e Cabo Verde - conheceram sexta-feira as potencialidades da zona industrial de Sines que procura novos investimentos.

Com 48% da capacidade da zona industrial de Sines ainda por ocupar (numa área total de mais de dois mil hectares), o objetivo principal da AICEP Global Parques, que gere a infraestrutura, é atrair a atenção de grandes potências mundiais para aí instalarem as suas atividades nas mais diversas áreas.

A visita ao porto de Sines insere-se no reconhecimento da importância das estruturas portuárias portuguesas e a possível participação de Portugal na iniciativa chinesa "Uma Faixa, Uma Rota" que, tal como ontem explicou Wu Meng, diretor geral delegado do departamento de Cooperação Bilateral da Câmara chinesa para o Comércio Internacional, "é uma das mais importantes do Presidente Xi (Jinping) e proporciona uma boa plataforma de cooperação entre a China e todos os países que quiserem aderir".

Os empresários participantes nesta visita, no âmbito do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países da Língua Portuguesa (PLP), que decorre desde quinta-feira em Lisboa conheceram as vantagens quer de localização ao lado do Porto de Sines, quer das restantes infraestruturas que a servem. Uma zona que já representa 1,1% do PIB português em termos de atividade (cerca de dois mil milhões de euros são gerados anualmente na zona industrial), representando 18% das exportações portuguesas e 2,3% do emprego nacional. Entre empregos diretos e indiretos, a zona industrial garante 18 mil postos de trabalho.

"A grande vantagem da zona industrial de Sines é que não há restrições a qualquer atividade, não há constrangimentos urbanos, e temos uma localização privilegiada", disse Francisco Mendes Palma, CO da AICEP Global Parques que, neste momento, tem em mãos dois projetos, um com um investidor norte-americano e outro chinês, "que em breve poderão ser os nossos novos investidores".

"Queremos que o Porto de Sines faça parte dos novos projetos da China e Macau e que passe a ser uma nova rota marítima do comércio mundial", afirmou Duarte Lynce, administrador dos Portos de Sines e do Algarve, que deixou a plateia surpreendida com o número do crescimento da capacidade de distribuição de carga transportada por contentores vindo do Oriente e com destino a mercados fora da Península Ibérica, entre 2010 e 2017: 415%.

Depois de apresentadas as vantagens, os convidados fizeram uma visita a toda a zona envolvente ao Porto para confirmarem toda a informação que receberam com os seus próprios olhos.

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