Avaliação do FMI a Angola vai prosseguir em Washington

Archer Manguera, ministro das Finanças, Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, e Manuel Nunes Junior, ministro do Estado para o Desenvolvimento Económico e Social

O Governo angolano indicou hoje que a revisão do Programa de Financiamento Ampliado (PFA) entre a missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Angola, iniciada a 20 de março, vai prosseguir em Washington nas próximas semanas.

Num comunicado, em que não são apresentadas quaisquer conclusões da missão do FMI, o Ministério das Finanças angolano refere que, durante a estada em Washington, a delegação de Angola vai aproveitar para participar nas Reuniões da Primavera promovidas pelo Fundo e pelo Banco Mundial (BM).

Sobre os resultados da missão de avaliação do FMI ao PFA (Extended Fund Facility - EFF, na sigla inglesa), o comunicado nada adianta, limitando-se a indicar que, na capital norte-americana será também definido o ajustamento das metas para as próximas avaliações semestrais.

A missão do FMI, chefiada por Mário Zamaroczy, está a trabalhar com o executivo angolano com o objetivo de proceder a uma avaliação exaustiva do cumprimento das metas estabelecidas para a primeira avaliação do PFA.

Durante a estada, a delegação do FMI manteve encontros de trabalho com vários ministros angolanos - de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, das Finanças, Archer Mangueira, da Economia e Planeamento, Pedro da Fonseca, e do Comércio, Jofre Van-Dúnem - bem como com o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Lima Massano.

"Nos encontros, a missão avaliou o desempenho económico do país nos setores fiscal, monetário, cambial, estabilidade financeira e reformas estruturais, tendo como data de referência para avaliação o dia 31 de dezembro de 2018", lê-se no documento.

As metas do PFA passam pela redução das vulnerabilidades fiscais, pela redução da inflação, pelo fortalecimento da sustentabilidade da dívida, pela implementação de um regime cambial flexível, pelo asseguramento da estabilidade do setor financeiro e ainda pelo fortalecimento do quadro de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

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