Angola entra no Compacto Lusófono criado por Portugal e Banco Africano

Portugal, Angola e o Banco Africano de Desenvolvimento assinam esta manhã em Luanda o documento que permite a Angola beneficiar das condições vantajosas do Compacto Lusófono desenhado entre Portugal e o BAD para os países africanos de língua portuguesa.

"Angola pode beneficiar do Compacto no sentido em que pretende ajudar na capacitação do setor privado para a preparação e articulação de projetos, ajudando a apresentar projetos bancáveis, portanto em termos de assistência técnica é muito importante", disse Joseph Ribeiro, representante do BAD em Angola, em declarações recentes à Lusa, antecipando a assinatura do documento, esta manhã em Luanda, no âmbito da Feira Internacional de Luanda.

"Em segundo lugar, em termos de financiamento, Angola também beneficia, porque a garantia de Portugal e os instrumentos do BAD vão fazer com que o financiamento seja mais acessível", acrescentou Joseph Ribeiro.

"O Compacto foi desenhado para acelerar o crescimento inclusivo, sustentado e diversificado do setor privado de Angola", lê-se numa nota enviada à Lusa, na qual se dá conta de que a assinatura será feita pelo vice-presidente do BAD com os pelouros dos Serviços Empresariais e Recursos Humanos, Mateus Magala, que é também o presidente do comité de orientação do Compacto Lusófono.

O Governo angolano estará representado pelo ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, e do lado de Portugal estará a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

O Compacto Lusófono é uma "plataforma de financiamento, envolvendo o BAD, Portugal e os seis PALOP, fornecendo mitigação de risco, produtos de investimento e assistência técnica para acelerar o desenvolvimento do setor privado nos países lusófonos africanos", lê-se na nota enviada pelo BAD.

O Compacto para o Desenvolvimento é uma iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e pelo Governo português para financiar projetos lançados em países lusófonos com o apoio financeiro do BAD e com garantias do Estado português, que assim asseguram que o custo de financiamento seja mais baixo e com menos risco.

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